BRASIL, Mulher

 

   

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What now, What next, Where to?



Dois de agosto de dois mil e oito. Faz alguns meses, na verdade sete meses. 

Nesse momento eu estou muito cansada, meus olhos ardem um tanto e minha alma está meio embotada. Gostaria de poder descansar. Movi céus e terras, mas o compromisso com a tal "não-virtualidade" exigiu bastante de mim. Eu tive que dar tudo que eu precisava pra mim e isso me esgotouo. Claro que eu já esperava, mas o desafio daqui era viver. Uma ocasião tive um sonho em que um sabio negro me dizia para colocar o dedo num prato quente de mingau de maisena de chocolate. Eu dizia a ele que entendia o significado da experiencia que ele me propunha e falava, falava, e falava, mas não colocava o dedo no mingal o que fez com que ele dissesse algo do tipo "vc não tem jeito mesmo. Dessa forma fica dificil fazer você viver as coisas".

Hoje a tarde eu pude ver que o entendimento das coisas não faz passar a dor. E infelizmente, é essa dor que nos transforma. Tive sonhos, premonições, alertas, oraculos e principalmente discernimento para saber onde estava pisando, mas disse sim pra vida e pra dor que ela ia me causar. Espero que isso me faça crescer, que isso me liberte de alguma forma.

Porque nesse momento, estou apenas muito, muito, muito cansada.



Escrito por Ana Caruso às 21:06:44
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Time to aim your arrows to the sun

Já fiz muitas concessões na minha vida, sabe? Até porque eu não conseguia fazer diferente. Você só faz concessões quando se conhece. Se você não se conhece, tudo é válido para poder chegar num ponto onde se conhece quase que por completo. Depois, é natural que você se respeite mais e se torne mais duro com qualquer coisa que possa te fazer mal.

As pessoas que aparecem na minha vida agora, presenciam um momento onde ainda falta alguma coisa, é claro, mas muito de mim já está no seu lugar. Desta forma fica um pouco melhor não fazer concessões. Continua não sendo fácil, mas pelo menos é coerente.

A partir de agora fiz a opção pela não-virtualidade, mesmo que não a tenha assumido de forma explicita. Aprendi a entender minhas dores ou pelo menos ouvi-las com a atenção e o respeito que elas merecem quando doem.

A dor que tem doído ultimamente foi muito confusa e sem-forma. Sem começo e sem fim. Mas, a medida que tudo foi correndo, as respostas foram caindo nos seus lugares como poeira em moveis seculares.

O silêncio é o melhor remédio.



Escrito por Ann Burrows às 18:41:58
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if you're in a habit settin you in your old ways....

Sempre existe uma musica, ou uma frase para cada situação. Quando conheci o Sérgio e estava prestes a começar a namorar, conheci melhor o George Harrison e fevereiro de 93 foi marcado por "love comes to everyone".

Elvis sempre está tocando na minha vida desde 1983, mas nunca foi um trilha sonora especifica de nenhuma fase. Ele sempre foi trilha sonora de mim, e não tanto de fases específicas de minha vida. Mas isso tem mudado muito.

É, as mudanças sempre chegam. E a musica já tem sido outra há muito tempo. O título desse blog não me deixa mentir.

Quando comecei a escrever esse blog, em 2004 eu estava numa fase bem interessante. Era o começo da mudança, era o começo de uma fase mais autonoma, como meu dominio de verdade. Eu sei que existem coisas acontecendo na minha vida, (transformações de dentro pra fora), quando o sono não é uma fuga, quando acordo nesse horário como agora, 04:00, para escrever.

É uma "bitter-sweet experience", principalmente considerando o novo estado das coisas. Mas o que eu sinto "dizerem" pra mim nesse momento é: "vá, tempere seu poder e conquiste o que é seu."  

É, vida é boa, vc só tem que saber como olhar...

Esse clipe foi feito com muito carinho pelo meu amigo Dudo Hardy com o material que eu mando compulsivamente desde há muito... Eu sei que eu não estou cantando bem e tocando menos ainda, mas o que valeu foi o capricho com que ele fez e principalmente, como pega a essência do momento com todas minhas mudanças.



Escrito por Ann Burrows às 03:53:51
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Let's Play Elvis 22/06/2007 - Parte I

Uma musica, uma lembrança. Clara como água de nascente.

Quando se arranca a grama, junto vem o torrão de terra. Cada vez que alguém arranca cada uma dessas musicas da minha memória, vem junto um torrão da minha vida...

I Can Help - lembro da minha quinta série e da brincadeira da minha tia do "Tá quente socorro". Eu lembro disso porque eu sempre erro e escrevo "i can't help" porque lembro da minha tia Vera traduzindo como "Tá quente, socorro!". Eu lembro muito da segunda sala da casa dos meus pais. Ela ainda é escura e aidna tem a mesma vitrola.

Just a Little Bit - lembro dos medleys que a Ana fazia com as musicas do Elvis...

Fool - lembro da casa da Ana e da madrugada que fiquei acordada pra tentar assistir “Elvis e a Rainha da Beleza”.

Suppose - lembro do clube. Janeiro de 85, e apesar de não ter sido esse o disco quebrado pelo meu pai naquele acesso de raiva, eu ouço "suppose" e lembro dessa época. O barato de ouvir esse disco era vê-lo  morrer de rir no "are you lonesome tonight".

Any day Now - Putz. Sérgio, Sérgio, Sérgio!!! Lembro de quando ele me deu o cd player com o cd dessa musica. Me vem o Martinelli na cabeça e os cursos de desenho que fiz junto com a Leandra em julho de 94. A historia se repete, estamos juntas fazendo dança do ventre e há tres anos convivendo todos os dias.

We can make the Morning - 1986! Quando eu ficava a tarde inteira no clube esperando as aulas de balet no final do dia. Quando ficava assistindo as aulas de caratê... Lembro do meu aniversário de 13 anos que foi quando ganhei “Elvis now” da Tata... Meu primo ficou em casa naquela noite, jogamos Senha durante muito tempo. Lembro que dormi deitada do lado da vitrolinha ouvindo essa musica...

Help me make it Throught the Night - 1986 também... Mas dessa eu lembro da escola. Eu estava na sétima série!!!

It's Midnight - Meu Deus!!! Essa eu lembro das tardes chuvosas das ferias de 83 pra 84. Do Atari que so tinha na casa do Marcelo da Dalva... Lembro do chocolate "Surpresa" que tinha os bichos da mata Atlantica... Natal de 83. 

It's over - o Aloha foi o primeiro disco que a Ana me emprestou depois que falei pra ela que gostava do Elvis em agosto de 83. Ela me emprestou três: o "Serie Ouro" (porque eu queria conhecer “love me tender” e “all shook up” de tanto meu pai falar) o “Elvis for Children” (que eu adoro até hoje) e o "Aloha". Quando ouço “It’s over”, me lembro de quando fui viajar pra Santos em janeiro de 84 e não tinha levado o toca fitas. Passei a semana morrendo de saudade das musicas... Era dessa que eu sentia mais falta...

Never again - o primeiro registro da crise em familia: 1988. Lembro de muita tristeza, e depois que entendi a letra entendi que ela "dizia mais de mim do que eu gostaria", mas exatamente por isso tenho saudade dessa época. Era uma época de muita reflexão. Triste, mas de solitude. Se tivesse que associar ao um arcano do tarô, acho que associaria à Torre.

Welcome to my World - Acho que o Elvis gravou essa exatamente porque o show era via satelite. Essa fica meio vaga. É da mesma epoca do “It’s over”, mas não me lembra essa época. Estranhamente é uma das únicas que me faz lembrar do video. No Aloha ele não tá muito carismático. Mas eu lembro desse por conta das risadas do meio da musica

Today, Tomorrow and Forever - uma das que eu gravava da televisão quando passava algum filme dele na sessão da tarde. A molecada de hoje não teve a oportunidade de acalentar suas tardes com filmes do Elvis. Apesar de eu não gostar dos filmes, acho que é uma grande perda pra criançada. Essa musica me faz lembrar também o Sérgio. Na verdade me lembra quando eu percebi que eu gostava dele em julho de 92 e o período de espera antes de começarmos a namorar em fevereiro de 93. Lembro da Giuliana em casa, da visita a Curitiba... Lembro de muita coisa daquelas férias de julho de 92. Eu aprendi a ler tarô nessa época.



Escrito por Ann Burrows às 08:50:00
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Let's Play Elvis 22/06/2007 - Parte II

I was born about ten thousand years ago - apesar de ter no “Elvis Now” e ter marcado a época em que eu babava em toda a respiração dele que dava pra ouvir nessa faixa, a lembrança mais forte que eu tenho dessa musica foi de logo que entrei na faculdade e saímos para fazer trabalhos pela Pça Republica: eu, Wagner, Sergio Leandra, André Kunioshi, Julio Cesar Paulon, Angela Quintino... Passei na frente de uma loja de disco do centro, vi o vinil "Elvis Country" e quase infartei. Lembro muito do Sérgio nesse dia porque ele morava longe e demorou pra chegar. Tivemos que deixarum recado colado no pilar de estação pra ele.

Too much monkey bussiness - essa versão me lembra uma fita que a Ana gravou com a trilha do "Elvis idolo imortal". Era Agosto de 1984 e eu lembro um pouco da epoca da morte da irmã Lazara. E também daquela vez que tive febre enquanto assistia "On tour" na sessão da tarde.

Put your hand in the hand - Olha outra do "Elvis now" que eu ouvia até a exaustão  em setembro de 1986... Clube, balé, turma da escola, 7º série, estudar, jogar volei... Nossa quanta coisa boa que essa musica traz!!!!

Dixieland Rock - me lembro do Roberto quando escuto essa musica. Vagamente, não sei porquê. Meu pai adora essa a exemplo do Hard Headed Woman do começo. Ele viu esse filme - King Creole - no cinema... Isso é muito louco de se saber...

Memphis Tennesse - dizem que essa versão do Elvis é a mais fraquinha das que existem. Bom eu posso dizer que eu lembro de 1988, mas dessa vez, lembro da mobilete e das aulas de datilografia... lembro das tardes que tentava ir na "Up and Down" lá na Pamplona... Era horrivel, não via hora de voltar pra casa... Lembro do meu violão velho, não sei porquê.

My babe left me - Meu Deus! Essa me faz lembrar aquele medley enorme que a Ana fez numa fita antes de gravar o "in concert" em 15 de dezembro de 1984.

Dirty Dirty Feeling - Lembro de quando o Luiz me ensinou a tocar violão. Apesar de ter o cd desde 94, so ouvi com mais frequencia em 98. Lembro da Fabiola que tirava tarô pra mim na faculdade, mas basicamente me lembro das aulas de violão nos sábados de manhã.

Come what may - Essa eu lembro mais ou menos da mesma epoca do "today tomorrow and forever". Estranhamente lembro claramente de uma tarde que estava passando roupa e vendo Monty Python em 92...

Didja Ever - Bom, Didja ever: Didjavoice. Sempre! Mas considerando também como ando na Marisa , a frase final vai me lembrar essa epoca lá. É a mais recente, conheci ela agora, mas ela é muito legal.

I got Stung - Essa me lembra janeiro de 1985 quando fomos para o Guaruja. Foi a primeira vez que um garoto puxou assunto comigo na praia. Era um rapaz que tinha acabado de se machucar com a prancha de surf. Ele se chamava Fábio. Nessa epoca eu ficava com o pessoal da Nicolau Barreto. Era divertido excetuando aquele eterno problema de me sentir menos "menininha" que as menininhas com que andava.

Long Tall Sally - Essa versão me lembra o Primeiro disco que tive do Elvis - Elvis Presley 20 hits.

Little Sister/Get back - me lembra aquele programa de radio que passou em 84 que eu gravei e perdi a fita no hospital em 92 ...

Walk a mile in my shoes - outra desse mesmo especial de 84. Foi o ano em que eu toquei piano na escola no fim do ano. Fiz aquela arvore de natal de revista pintada. Quando mudamos para o apartamento 12...O dia da mudança foi tão legal! Dormir pela primeria vez no meu proprio quarto, ter o meu espaço... Que coisa doida... Foi muito legal.

Shake Rattle and Roll - outra do "Elvis 20 hits", meu primeiro disco. Morava no apartamento 31 e lembro da festa de aniversário de 9 pra 10 anos. Eu usava um conjunto de lã cinza com uma blusa rendada branca... Tinha feito permanente e tava com o cabelo meio curto. Meu pai tinha um voyage creme. Iamos á igreja toda o domingo. Foi o ano que fiz minha primeira eucaristia. Por sinal a primeira coisa que confessei pro padre quando faziamos os preparativos foi que achava que gostava mais de Elvis que de Deus. Não nesses termos, mas era mais ou menos isso.

Doncha think its time – Got i got stung, lembro de 1986. Foi um ano feliz.

 



Escrito por Ann Burrows às 08:49:06
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Um século!

"Eu tive um avozinho lindo chamado Luiz, que era pai da minha mãe e que era o protótipo do homem maravilhoso porque dançava muito bem, era super zelozo com os filhos e netos, adorava as suas plantas e "criações"... Ele perdeu a mãe muito cedo com tétano e era filho único. Acho que daí vem duas coisas da história dele que ficaram gravadas na minha lembrança: o cuidado com a família e os remédios danados de ardidos que ele fazia a gente passar no corpo quando se cortava. Acho que tinha medo do tétano de volta na familia.
 
Muita coisa ele e o Sérgio tem em comum: os trocadilhos com palavras, a inteligência autodidata (ele aprendeu a ler sozinho, porque queria poder votar), a agilidade pra fazer contas de cabeça... Ele tinha o hábito de gostar das coisas, não falar muito delas - pelo menos não pra gente - e ficava assoviando pelos cantos da casa, ou às vezes ficava conversando com os passarinhos... Sempre que minha mãe precisava que alguém ficasse comigo pra ela ir á feira ou ao médico, toca meu avozinho pegar o ônibus e vir...
 
Tenho saudade dele. O Sérgio chegou a tempo de conhecer minha avó (que morreu em 1994), mas não meu avô (que morreu em 17 de fevereiro de 1989 - coincidentemente no dia que o Sérgio fez 19 anos). Uma grande pena, porque eu tenho certeza que ambos gostariam muito um do outro.
 
Tô contando isso porque me toquei que meu avô estaria fazendo 100 anos hoje. Como que uma data como essa pode passar batida?!?!?! Tenho que fazer alguma coisa por ele!!!!
 
Já sei! Vou gravar isso na "eternidade virtual" do meu blog nº1, o enbaoli.zip.net. Acho que isso pode ser bom né?
 
O que vc acha?"
 
"Tem que fazer alguma coisa urgente. Se as pessoas que amamos revivem na hora em que lembramos delas, tem que registrar tudo isso que cê me falou e comemorar os 100 anos dele. Ele viveu 82, né? Pra quem faz 100 hoje, 82 foi muito pouco. Tenho  medo de que essas pessoas e tudo que fizeram se juntem à terra, penso isso de minha mãe. Não deixa isso não, pega um punhadinho dele e pede o vento pra espalhar, dar um novo significado a Dust in the wind."

Olha Vô, isso é muito pouco perto do que vc merece, mas vou deixar sua presença registrada aqui, para que ela reviva um pouquinho em cada um que ler. Não é difcil gostar de você e vou querer compartilhar isso com todo mundo que passar por aqui.

Que Saudade!



Escrito por Ann Burrows às 20:01:37
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Noves fora!

Sábado foi dia de pós. Mas um dia pra me expor, em doses homeopáticas, às minhas calcificadas fragilidades.

Mas eu acho que consegui entender uma coisa a respeito da minha natureza agora pela manhã. Sou um Grande Nove. O nove é um numero bem interessante se vc considerar que ele nao muda a natureza dos numeros a que se adiciona. Um nove impulsiona os numeros para frente, mas quando vc os reduz, eles mantem a sua essência. E o Nove, sobra, olhando de fora o que ajudou a produzir.

Não adianta querer incluir um nove. um nove efetivamente não se mistura. Acho que um nove que se cobra isso será um nove neurótico, rs.

Acho que começo a entender que uma das minhas principais cobranças a cerca de mim mesma começa a cair por terra: eu nao sou menos nem mais por não impor minha personalidade a ninguém: eu sou um espelho, quem apoia as pessoas a serem quem elas são, talvez melhoradas. Percebo isso no meu relacionamentos: sou quem as pessoas querem que eu seja, pra bem ou pra mal. Minha vontade inexiste nesse aspecto. Minha essência é fluida e fica só, no final. O nove é um numero solitário. Eu tenho que me acostumar com isso. Solitude... Isso deve ser bom.

Bom ou ruim, é real.



Escrito por Ann Burrows às 10:00:31
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E mais um outono chega...

Não adianta dizer o contrário.... o outono fode com a minha cabeça. Não so com a minha cabeça, mas também com as minhas emoções, sensações e conceitos de vida.

Tava dando uma olhada no Orkut e me deparei com o clipe da Celine Dion com o Elvis no tal programa American Idol. Eu não consegui precisar muito a sensação que tive quando assisti então quando deixei o cometário no orkut, fiz um comentário meramente técnico.... Mas esses meus amigos que têm peixes forte no mapa são foda... O Derinho chorou a manhã inteira e o Marco nem conseguiu ver até o final... Daí, de posse das impressoes desses meus "radares" emocionais, eu assisti de novo. Realmente não é uma coisa boa de se ver.

Elvis em 68 era "O Criativo" no sentido integral do hexagrama 01 do I ching: Um mar de possibilidades manifestando-se como um vulcão em erupção. Quando vc vê o Comeback Special te dá um misto de alegria e melancolia, considerando que so haviam mais nove anos entre o homem e a eternidade. Nove míseros anos em que o cara saiu daquele pico de felicidade profissional, pessoal pro mais completo fracasso emocional.

Daí, 30 anos depois, vem um programa de televisão e "traz ele pra vida novamente". A minha primeira reação foi mais ou menos a mesma de quando vi o clipe da BBC Radio. Mas nesse algumas coisas se confundiram: os registros da minha cabeça neo-loira davam a entender que Elvis estava de fato lá com Celine Dion, e o melhor, na melhor fase da carreira dele... Então, peraí? Dá pra começar tudo de novo? O coronel já morreu? A filha dele ja tá crescida e ele como um novo Dorian Gray começando tudo de novo da sua fae mais perfeita! Tão atual, tão vigoroso, tão bonito.... Não sua neoloira desgraçada! Ele não está ali, nada começa de novo... Teu idolo tá morto. Vc não vai ter a sorte do teu irmão que pôde conhecer pessoalmente cada um de seus icones de infancia... Não minha querida, esquece. Tremendamente frustrante... É acho que a despeito do lance técnico que parece muito legal, eu definitivamente tenho que concordar com meus amigos "piscianos": o video faz estragos.

E cá estou eu, falando de Elvis novamente. Na verdade eu tenho que concordar que começar a escrever muito é indicio de atividade emocional intensa. Novamente aquela ideia do passaro de olhos furados que canta melhor... Mas não quero ficar muito tempo assim.



Escrito por Ann Burrows às 21:42:45
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Seriam os Deuses Mafiosos???

Às vezes eu tenho a impressão que "deus" deve ser algum tipo de mafioso.

Sabe quando vc assiste um daqueles filmes de mafia em que os chefes querem mandar "recados" para detemindas pessoas, recados que vc tem certeza que seram dolorosa e horrivelmente entendidos? Pois é, na cabeça me vem agora o Kartoon do Godfather I, quando cortam a cabeça do pobre do cavalo para que o produtor dê o papel do filme para o ator protegido (que todo mundo diz que era o Frank Sinatra). Claro, ele havia sido persuadido anteriormente a fazê-lo de maneira "civilizada" (ou faz ou faz!)... Lembro do nariz do Jack Nicholson em Chinatown. Pra falar a verdade não lembro exatamente do motivo, eu só lembro que fizeram aquilo pra deixar uma marca que naõ deixasse o cara esquecer alguma coisa. Lembrei tb do Godfather II, quando aquele chefe da mafia italiana mata a mãe do mocinho quando ela vem pedir pra que ele seja condescendente com seu filho menor que não tem nada a ver com o entrevero entre ele o o falecido pai do garoto. Bom, se ficar aqui escrevendo posso citar milhões de cenas de filmes com "recadinhos" desse tipo. Recadinhos que funcionam pelo medo que causam... Isso me lembra um pouco o Javé do velho testamento, aquela coisa de "povo-prometido-e-o-resto-eu-esmago", por mais que saiba que essa não é a realidade...

Caramba, eu concordo que na vida a gente tem muitas lições pra aprender, mas eu, na minha finitude e curteza humana (perante a sabedoria divina), às vezes fico com a sensação, por mais que consiga entender racionalmente alguns desses "recados", que Vossa Senhoria Holly Thunder (como diz meu amigo Delcidério) carrega um tanto demais em algumas doses...

Quando você vê o sofrimento de uma mãe que perde um filho, (nao importanto o quanto isso pudesse se afigurar como um possibilidade concreta desde o inicio), vc percebe que essa era um tática de "recado" que deveria ser usada somente em último caso. Porque, se não for dessa forma, começo a achar que vou fazer um altar na minha casa com santinho do Al Capone, Tomaso Buscheta, e cia ltda! Afinal consigo perceber neles o "modus operanti" divino ...

Será que não existe, na sua infinita inteligência, uma outra maneira de ensinar sobre "apego" para as pessoas??? Eu não sei, porque não sou Deus, mas imagino que deve existir outra forma, sim! Enquanto isso, vamos juntando coragem e força para ajudar os feridos e tapar os rombos, de dimensões continentais, que Vossa Senhoria Holy Thunder faz o favor de abrir quando quer que alguma coisa seja aprendida na marra.

Obrigado, viu, por fazer NEGRO o dia mais comprido do ano! Humpf!

...

EM TEMPO: estava procurando uma imagem pra colocar nesse texto: a principio que fosse triste, depois que fosse de desagravo, mas de repente me lembrei das imagens de "deus" que apareciam nos filmes do Monty Python e achei que seria uma boa opção. Entrei em um link que mostrava o serviço funebre que o John Cleese havia escrito para a morte do Graham Chapman e eles finalizavam com aquela música... Sabe, aquela?

Achei que ela era perfeita pra minha ironia...



Escrito por Ann Burrows às 08:53:38
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met a "big" honey...



Escrito por Ann Burrows às 23:17:36
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Escrito por Ann Burrows às 21:22:26
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Quem mexeu no meu jardim?

Cara! Que sonho horrível!!

Sonhei que acordei pela manhã e vi que alguém havia invadido minha varanda durante a noite e, por pura maldade, destruido todo meu jardim. Meus brincos de princesa tinham sido totalmente cortados, a ardisia, que minha mãe havia me dado e que eu consegui curar de uma praga violenta há alguns meses, havia sido pisoteada, as floreiras reviradas.. Eu olhava para o chão, e via que o agressor teve o requinte de crueldade de desfolhar cada galho cortado dos brincos de princesa, e amarrado em feixes que ficaram largados pelo chão. Lembro de ter feito o papel inverso: Eu liguei com voz de desespero para minha mãe, assustando-a, por um motivo que eu sabia ser horrivel pra mim e não pra ela.

Quando no momento seguinte ela já estava comigo, eu desabafava o odio, e lembro que urrava "eu desejo a morte desse homem!!! EU QUERO VER A MORTE DELE! EU QUERO QUE ELE MORRA!!!" (eu tinha certeza que havia sido um homem que provavelmente teria escalado de uma distancia proxima, provavelmente o vizinho escroto do andar de cima) Num crescente de odio tão grande, que me levitava a cada frase, para desespero da minha mãe que pedia para eu não falar daquela forma Era inutil. Durante o sonho, por três vezes eu fechei os olhos e falei "não, isso é um sonho, eu vou olhar de novo pra minha varanda e nada disso realmente aconteceu", e nada. Continuava tudo lá destruido. Eu ligava pelo interfone e pedia para que alguém chamasse o chefe da segurança do predio porque minha varanda tinha sido invadida, mas o porteiro me enrolava e não chamava. (Lembro de ouvir o Sergio reclamar que nunca de fato havia concordado com esse sistema de segurança terceirizada)

Lembro que alguns botões de azaleia tinham sobrado, mas haviam sido presos numa floreira abaixo da minha janela do quarto pelo lado de fora, de forma inacessivel. Nesse meio tempo, lembro de ver os funionários da manutenção donde trabalho (aqueles senhorezinhos simpaticos que cuidam da empresa como se ela fosse um grande jardim) vindo para me ajudar a colocar tudo no lugar. Eu fiquei furiosa, porque queria a força violenta dos chefes da segurança e tudo que eu consegui foram o Senhor Moura e companhia... Um deles se pendurou de maneira muito arriscada para trazer a floreirra da azaleia de volta, o que me deixou mais tensa ainda. Eles eram as unica imagens que transmitiam paz.

No meio dessa bagunça, ainda com um odio absurdo no coração, eu me vi com um filhotinho bem pequeno de gato branco nas mãos. Nesse momento, temi que todo aquele odio que me fez levitar fosse pra lugar erradoa. Que a energia das minhas mãos estivesse contaminada com esse odio todo e pudesse prejudicar, ou até matar aquele gatinho tão indefeso. Ou pior, eu tinha quase certeza que por conta do meu odio a vida do gatinho, e talvez a dos meus pais, pudesse ser encurtada...



Escrito por Ann Burrows às 08:49:54
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"Sem Titulo"

"Sem titulo" poderia ser o titulo para qualquer coisa na minha vida nesse momento. O que por si so já seria uma ironia. Seria mais certo considerar que não existe o campo de "titulo" para minha vida nesse momento. Nem sei se existe "conteudo"... hahahah Mas com certeza titulo, titulo, não tem. Desliguei o modo "discriminativo", por isso não ando conseguindo escrever.

Quando li esse trecho de um livro do Joseph Campbell, me identifiquei:

"Agora  olho para trás na minha vida e posso dizer que é maravilhosoo momento em que percebo que não estou me esforçandopara realizar mais nada.  O que estou fazendo agora não é um meio de conseguir alguma coisa mais tarde. Depois de uma certa idade, não há futuro e, de uma hora para outra, o presente se torna rico e se transforma naquilo que você está vivenciando no momento"

Ontem foi Sabbath de Imbolc, e fizemos uma Boneca de Brigith, eu, Wagner e Mamalê. Eu sempre fico meio tensa quando tem que preparar coisas para o Saba, principalmetne quando é durante a semana, mas o Sérgio me ajudou e tudo correu bem. A bonca da Lê mostrava a gestação dela, a do Wagner, a nova fase de descobertas emocionais e espirituais conjugadas com o tremendo potencial sensorial que ele sempre teve. A minha, bom, a minha era uma boneca bonita.

Não consegui explicar muito ela ontem, so sei que gostei muito. Ela era branca e delicada. Queria fazer alguma cosia branca e delicada. Só hoje na hora do almoço é que pude perceber uma cosia simbolica bem interessante: o algodão que era pra ser usado de enchimento acabou virando a propria boneca. O que era de dentro virou fora. E diferente do que a proposta pedia, eu sinto que a minha Brigith era uma anciã. Comecei a fazê-la pela perna esquerda, e o corpinho foi composto do que sobrou dum corte do xale da boneca da Lê.

Assim como os desenhos, eu não tive controle de nada, não visualizei nada... Simplesmente fui seguindo o que a boneca pediu pra ser. Até a caminha dela eu fiz. Até o Bastão! (feito de um ramo de milefolio, de azaleia e uma flor de brinco de princesa, todas secas). Não consigo produzir nada que seja "artistico" intencionalmente: tudo tem que ter uma carater mistico, de auto exploração, de, de alguma forma, ser maior do que eu e minha vontade. Por isso talvez nunca consegui entender quem "desenha" ou "faz arte" por encomenda. E talvez por isso tenha me dado mal na faculdade...

Puxa, até que consegui falar um puco mais agora...

Esta noite sonhei com Valinhos. Pensava que não podia ficar longe daquele lugar a medida que andava por lá, que eu experientava uma felicidade completa e plena quando estava por lá.... Lembro de alguém tentando arrombar a porta de entrada do meu apezinho, e no fim do sonho, de novo em Valinhos, lembro que a imagem do Sérgio se mesclava à do meu pai. Tinha algum perigo lá em Valinhos, a Edilene tava junto e nós estávamos nos preparando para ir embora. Na verdade a casa lembrava a de São Vicente por dentro, mas a vista da janela era Valinhos.



Escrito por Ann Burrows às 13:22:50
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"As convenções sociais e os valores morais são como uma bota ortopédica mal ajustada num pé sadio: só serve para deformar a verdadeira função do pé."

Tem umas coisas que acontecem, que se eu não estivesse já tão acostumada às sincronicidades da vida acharia que seriam coincidencias assustadoras.

Sonhei, de sexta para sábado, que alguém me tatuava. Eu tinha escolhido a tatuagem de maneira muito leviana, parecia que não tinha consciencia de que uma vez feita, ela não sairia mais. Como sempre imaginei que faria uma tatuagem pequena e delicada, não prestei muita atenção ao trabalho do tatuador. Só fui perceber o tamanho do "estrago" quando vi que ele finalizava a tatoo no final da minha coluna, quase na minha bunda escrevendo Jesus. Nesse momento eu fiquei agitadíssima: eu não queria que escrevessem isso nas minha bunda porque de forma nenhuma isso tinha reflexo nas minhas reais convicções. E assim, quando olhei para o meu corpo, vi que havia uma enorme e grossa cobra colorida subindo pelo lado esquerdo, sinuosa até terminar com a cabeça no meu peito do lado direito... Pensava comigo que nunca mais poderia usar um decote porque essa cabeça de cobra imensa e colorida deixaria tudo muito vulgar. E o pior é que tatuagem não sai!!!! Eu pensava que teria algo mais elegante e discreto no meu corpo, mas que agora a coisa tinha saido do controle e me marcado demais.

Já varias vezes eu havia sonhado com cobras, mas nos sonhos elas sempre estavam pelo chão de alguma forma me ameaçando. Sempre tentava achar alguém que as pudesse matar, mas as pessoas que punham as "mãos" nelas na verdade nunca as erradicavam de fato: apenas tomavam atitudes paliativas e pouco eficazes. Agora era diferente. Agora a cobra estava gravada no meu corpo, colorida e vulgar. E novamente a referência de lugar é da casa dos meus avós. 

Naquela mesma noite fui assistir Codigo da Vinci. Tinha uma certa expectativa acerca desse filme porque sabia que seria uma ficção envolvendo tudo que eu sempre gostei de ouvir o Joseph Capmbell dizer. Contudo, me decepcionei um pouquinho com o filme. Exceção feita apenas para o trecho em que o personagem do Ian McKellen explica as relações entre o paganismo e o cristianismo, bem como a supressão do feminino sagrado da cultura crista. A maneira como o feminino para ser sagrado deveria ser casto e "não-autentico". Como se a natureza primeira da mulher devesse ser sempre negada. Foi um dos momentos mais marcantes dos ultimos tempos. Como se algo muito poderoso dentro de mim dissesse "É ISSO!"

Na noite do sábado, para matar um pouco o tempo, subi na cobertura do prédio e fiquei lá sentindo o vento norte da noite. Vendo a cidade de lá de cima, com aquele vento soprando livre e solto, pude sentir um pouco de "vida". Olhando as luzes, a cidade, já não conseguia achar tudo tão bonito quanto sempre achei. Apesar da beleza urbana da noite eu agora via, na verdade, um grande armazem de caixas com pessoas armazenadas. O concreto não tem vida e essa foi a vez em que eu senti isso mais forte: pessoas armazenadas em caixas frias e sem vida. Elas se guardam para o quê? Porque elas estão ali armazenadas?

Essa imagem me fez lembrar um trecho do filme do Harry Potter onde ele entra na Loja do Olivaras para comprar a sua varinha (elemento mais importante para quem quer ser bruxo). Na loja, uma sucessão imensa de varinhas encaixotadas esperam o momento para "serem" alguma coisa. No momento em que eram escolhidas, elas saem de lá e seguem o seu destino. Olhando a cidade sabado a noite, via todas aquelas pessoas sem suas caixinhas, como numa imensa loja de Olivaras e pensava: em que momento essas varinhas das caixinhas iluminadas, são escolhidas para seguirem os seus reais destinos...? Me deu uma certa tristeza ver que algumas (muitas) varinhas ficarão guardadas nessas caixinhas até perderem sua essencia primeira. E o pior, sem nem sequer saber que tinha uma essencia muito maior que as suas "caixinhas iluminadas"....

É isso.

 



Escrito por Ann Burrows às 12:58:25
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Eu tenho um amigo tão fluído quanto o signo de peixes, (signo dele por sinal). Quando o tempo aqui fica com cara de “Sul” eu sempre sinto a presença dele. Ironicamente, suas palavras me cutucaram nessa manhã...

 

Por uns textos esquecidos em algum lugar da net, revi imagens que lembraram uma “Ana” que começou a se estruturar no ano que passou. Uma Ana genuína e completa mas que ainda deixa um rastro muita ansiedade por onde passa. Por isso, olhando meu reflexo no monitor, percebi que essa Ana não está visível nesse momento.

 

Eu não sou mais a mesma: estou mais perto de mim mesma quanto poderia chegar, e isso é bom. Enquanto isso, o tempo vai me aconchegando.

 

Obrigado por me lembrar disso, amigo.



Escrito por Ann Burrows às 11:36:16
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Tempo, tempo, mano velho...

A vida anda normal. Vindo de mim, esse comentário poderia ser considerado uma total anormalidade. Curioso.

"Porra Ana, que letrinha minuscula!!!!"

"Vc acha?"

"Cara, muito pequena mesmo. Você é louca!"

"São seiscentas e poucas paginas, vc acha que eu vou imprimir isso tudo?!?!?! Botei quatro por folha."

"Ana, vc vai estragar a vista."

"Vc acha?"

"É claro, vc vai ficar com problemas na vista cedo."

"Cedo Bruno?!?!?! Cê é louco?! Tô com trinta e dois anos e nunca precisei de oculos na vida. Se eu começar a ter problema agora com certeza não vai ser mais CEDO!!!!"

Não vai ser mais CEDO.

Ás vezes olho em volta, (principalmente agora que todas aquelas questões que sempre me encheram a cabeça e tomavam a minha atenção deram um certo sumiço) e penso que essa será uma época que vai deixar muita saudade. Sinto o tempo passando mas agora sinto uma "agradavel resignação". Acho que "agradável resignação" não existe. Deve ser então uma "serena aceitação". Isso, serena aceitação" é o que eu quero dizer: tenho trinta e dois anos e muita coisa ainda vai rolar. De qualquer forma, acho que a gravidez da Leandra me fez ter certeza que a frase "bem-vindo ao mundo dos adultos" já ecoa bem longe do ponto em que estou agora... Já está bem pra trás. Well, só me toquei disso agora.

Às vezes tenho esses lapsos, vejo as fotos da minha turma, penso no fim que cada um deles levou e reflito no fim que cada um ainda vai tomar. Quando vejo meu pai comentando de algum amigo falecido, automaticamente me imagino falando a mesma coisa daqui a alguns anos, ou ainda, imagino alguém falando isso de mim daqui a alguns anos.

"Puxa, Patricia, vc viu quem morreu? A Ana, aquela que gostava do Elvis, lembra dela?"

"Meu Deus, a gente estudou juntas... Parece que foi ontem que a gente se viu no dia da colação de grau!!!"

"Pois é. Triste né?"

Tão tragico quanto natural.

Depois de toda a badalação, resolvi assitir Harry Potter. Gostei tanto que agora to lendo o 5º livro. E foi por isso que resolvi escrever. O gostoso de ler o livro é que vc sente o que o menino sente. E ele sente muita solidão. Vou deixar aqui um trechinho...

"O coração de Harry meio que virou. Sua mãe e seu pai sorriam para ele, sentados lado a lado de um homem que tinha os olhos cheios de lágrimas, que Harry reconheceu de imediato como sendo Rabicho, aquele que havia traído seus pais, dizendo a Voldemort onde estavam escondidos e então ajudando em sua morte.

...

Mas Harry, fechando a porta do seu quarto atrás de si dez minutos depois, não achava a Sra. Weasley tola. Ele podia ver seus parentes olhando para ele da velha e carcomida fotografia, inconscientes de suas vidas, como a maioria daqueles ao redor deles. A imagem do Bicho-Papão aparecendo como o corpo de cada membro da família da Sra. Weasley ainda aparecia na frente de seus olhos.

 

Sem aviso, a cicatriz na sua testa queimou em dor e seu estômago doeu horrivelmente.

 

- Pare com isso! - disse firmemente, esfregando sua cicatriz enquanto a dor sumia.

 

- O primeiro sinal da loucura, falando para sua própria cabeça - disse uma voz astuta que vinha da moldura vazia na parede.

 

Harry o ignorou. Ele se sentiu mais velho do que nunca se sentira antes e parecia extraordinário que apenas uma hora atrás estava preocupado com uma loja de logros e com quem tinha ganhado uma insígnia de monitor."



Escrito por Ann Burrows às 12:45:44
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Resposável?!?!?! Oras!

Adoro participar do orkut e de suas discussões. Dá pra ter discussões e informações bem legais lá!

Desde que comecei a ter o meu jardim na varanda andei entrando em algumas comunidades sobre jardinagem e coisas do gênero. E como não pode deixar de ser, sempre tem alguma mensagem nos fazendo lembrar que a biodiversidade está ameaçada, que nós estamos acabando com o planeta.

Vou deixar aqui o link para o texto original que gerou essa reflexão pra quem quiser dar uma olhada. mais uma vez, desculpem meu mal humor.

O texto original do Tarcísio, muito bom e completo por sinal, está aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=5307331&tid=2453369288238014906

Aí vai:

Eu confesso que não li tudo. Vou ler com calma mais tarde, mas quando leio textos como esse que nos alertam sobre os malefícios da poluição e coisas do gênero, eu me pergunto: o que o cidadão comum (ou seja a grande maioria que normalmente faz a diferença) pode fazer a respeito?

Deveríamos criar mecanismos que induzam o cidadão comum a participar, mesmo que involuntariamente, de alguma forma de preservação!!!!

Porque, meus queridos, me desculpem a franqueza: meia dúzia de "conscientes" infelizmente nunca salvaram o mundo. Essa historia de passarinho no incêndio da floresta é bem figurativo. Ou se tem a participação de uma grande maioria ou não vai pra frente!!!

Não dá pra conscientizar o "zé ninguém" a curto prazo. E é na mão de milhares desses “Zes Ninguém” que está o sucesso ou fracasso de cada programa.

A única solução que eu vejo tem que vir tecnicamente de cima de maneira a induzir a preservação, mesmo que o principal interessado nem tenha consciencia disso!!! Ninguém vira pruma arvore e fala pra ela não emitir CO2, porque é tóxico. O meio se adaptou. Com essa "massa" é a mesma coisa. Mas isso, de alguma forma, não deve ser economicamente interessante...

“Poluição não pontual ocorre quando poluentes são lançados indiretamente na água através de mudanças ambientais. Um exemplo deste tipo de poluição não pontual de água é quando um fertilizante é carregado até um rio pelas chuvas, afetando a vida aquática.
Muitas causas de poluição, incluindo esgotos, e fertilizantes, contém nutrientes com nitratos e fosfatos, que em excesso, estimulam o crescimento de plantas aquáticas e algas. O crescimento excessivo destes tipos de organismos conseqüentemente obstrui os cursos de águas, diminuindo o oxigênio dissolvido nas mesmas, enquanto elas se decompõem, bloqueando a luz, impedindo-a de passar para águas mais profundas. Isto por sua vez é bastante prejudicial aos organismos aquáticos, pois afeta a capacidade respiratória dos peixes e dos invertebrados que vivem na água.”
 
Vocês, assim como eu, talvez pudéssemos abrir mão desses confortos civilizados em função de um bem maior. Mas quem mais o faria? A maioria?

Vcs sinceramente acham que a nossa civilização quer abrir mão de todo o “conforto” a que foi acostumada e que conquistou ao longo dos séculos? Abrir mão da produção em larga escala, por exemplo? É como querer frear um carro em alta velocidade!!!! Não conseguimos conscientizar nem o babaca que joga lixo pela janela do ônibus mesmo com uma lixeira a menos de 1 metro!!! Como o detalhe mórbido que normalmente são esses mesmos babacas que aparecem no noticiário chorando desesperados em dia de enchente porque perderam tudo... O bueiro que ele mesmo entupiu.... E não me venham com o papo de que eles não sabem porque agora a informação é de todos: todo mundo pode não ter nem casa, mas com certeza tem uma televisão.

O que deveríamos fazer? Mudar pro meio do mato e criar uma sociedade auto suficiente??? Acho o conceito incrivel, mas quando todo mundo começar a fazer isso vai chegar um momento em que saturaremos tb esse recurso. Tem muita coisa que precisa ser repensada, o poluição e a devastação são apenas a ponta do iceberg de uma sociedade que se amplia como numa metástase.
 
Um exemplo que sempre me ocorre nesse tipo de polemica é o dito carro movido a eletricidade. Será que é uma coisa tão absurda? Porque não rola? Não teriamos a tal dependência do petroleo, bem como não teriamos o tipo de poluição que é o mais malhado (e manchas de oléo no mar não mais existiriam). Porque então essa forma alternativa de energia não é uma realidade? E a energia solar?

Acho que não é interessante economicamente.

Nesse aspecto, posso dizer que estou fazendo a minha parte: não tenho carro (apesar de ter aprendido a dirigir com 15 anos) e optei em morar no centro de Sao Paulo para não ter que depender de um. Mais do que isso, a esse respeito, EU não posso fazer. Mas tenha certeza que se 80% da população fizesse o mesmo, teríamos uma tremenda dor de cabeça para muita gente. Desde empresas inteiras repensando seus conceitos (o que seria bom) até as pobres familias que ficariam fora do mercado de trabalho (o que será péssimo). Portanto, o que fazer?!?!?!?!

Desculpem o mal humor, mas essa é uma revolta que me acompanha há algum tempo. Não é uma critica ao texto em si (que me pareceu, até onde eu li, muito bom), mas na verdade é uma reflexão sobre ele:
Não gosto de me sentir culpada pelo meu esgoto - O buraco é mais embaixo!!!
 


Escrito por Ann Burrows às 07:09:59
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Chicão!

Não me pergunte o porquê, mas essa é a musica do Chico Buarque que marcou mais a minha infância. E agora que comprei o CD do único disco dele que eu tinha, percebi que ainda A D O R O  ela!

Com vocês:

Hoje eu sonhei contigo, tanta desdita, amor nem te digo
Tanto castigo que eu tava aflita de te contar

Foi um sonho medonho desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha, e se urina toda e quer sufocar
Meu amor vi chegando um trem de candango
Formando um bando mas que era um bando de orangotango pra te pegar
Vinha nego humilhado, vinha morto-vivo, vinha flagelado
De tudo que é lado vinha um bom motivo pra te esfolar
Quanto mais tu corria mais tu ficava, mais atolava
Mais te sujava, amor, tu fedia, empesteava o ar
Tu que foi tão valente chorou pra gente, pediu piedade
E, olha que maldade, me deu vontade de gargalhar

Ao pé da ribanceira acabou-se a liça e escarrei-te inteira
A tua carniça e tinha justiça nesse escarrar
Te rasgamo a carcaça, descendo a ripa, viramo as tripas
Comendo os ovos, ai, e aquele povo pôs-se a cantar

Foi um sonho medonho desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e já não tem paz
Pois eu sonhei contigo e caí da cama
Ai, amor, não briga, ai, não me castiga
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais



Escrito por Ann Burrows às 18:30:21
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Bonsai de gente

Meu Deus, como eu gostei dessa foto que descobri ontem com a minha mãe!

Na verdade essa foto é do aniversário de um amiga, mas eu fiquei impressionada com a minha carinha de Ana. eu sempre tive carinha de criança Paula, mas nessa foto eu to com cara de Ana.... Um bonsai da Ana de hoje.

 

Perfeita!



Escrito por Ann Burrows às 19:48:13
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Feliz Ano Novo

XIN NIAN HEN KUAI LE!!!!!!!!!!



Escrito por Ann Burrows às 00:37:56
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Final de capitulo

Por um momento revi as minhas paixões, e desta forma pude entender as restrições como forjadoras da alma.

Num outro momento senti que perdia a mão. Que talvez escrever não fosse fazer mais parte da minha vida.

E desta forma compreendi o desapego como abertura para a vida. Agora estou mais madura, mais mulher.

Somos veículos.

E pra variar, a felicidade é um contexto, e não um fim.



Escrito por Ann Burrows às 12:21:47
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Dias Felizes

 

Falar de mais uma musica do Elvis chega a ser previsivel, eu sei. Mas um dia desses um amigo do Orkut, da comunidade Elvis Presley Brazil, me ofereceu "love song of the year" em um dos topicos. Poxa, esse rapaz sem querer reescreveu esse meu fim de ano. Sabe aquela musica que fica lá no cantinho da memoria e que vc não escuta há um puta tempo, não porque vc não goste, mas porque vc não tem uma vitrola pra ouvir aquele vinil velhão que vc ganhou anos e anos atras? Pois é.

Agradeci a lembrança, e corri no Shareaza pra tentar ver se achava a musiquinha. Achei. 

Sem parar pra entender a letra ela me trouxe a lembrança dos meus natais felizes. Pra variar, o cheiro de chuva... Quando eu dizia que o album "Promised Land" me lembrava os dezembros chuvosos, as tardes de bicicleta, a vida solitária mas feliz, com certeza me referia a essa musica. Ela tem um astral muito parecido com "Here comes de sun": ela é doce. Uma musica doce, com têmpera de ferida cicatrizada. De "daqui pra frente vou continuar a ser feliz". 

A cicatriz, ao inves de deformar, virou diferencial, virou charme...

Musica com cara de sorriso de final de tarde de sol depois da chuva de verão.

Dai, depois de ouvir ela pela enésima vez, eu fui buscar a letra. E pra falar a verdade, é nessas horas que eu sinto como naquele sonho onde eu via o Elvis num telão, e mesmo sabendo que era so uma imagem, eu sentia que de alguma forma ele olhava pra mim...

Essa manhã ele cantou pra mim, pra me lembrar que nenhum passo pra frente é pequeno demais.

Bom, ai vai a letra.

Elvis Presley - Love Song of the Year

I used to laugh when I should cry
I used to let these feelings pass me by
But now that I believe them
I got no-one to leave them to me
You see I traded love for what I thought must be free

So I confess my loneliness
And I guess I've lost the best of the year
That I have lost it through my fingers like a golden breath of
air
If I cared I wouldn't be singing this love song of the year

I know the time cannot erase the days
Love is past and I've gone away
From now on I'll make it very clear
Cos' I don't want to write
Another love song of the year


It's a lonely song and not too clear
But to me it's very dear
I guess this song can only be
My feelings went out in the sea of love
To me this has got to be the love song of the year

I know the time cannot erase the days
Love is past and I've gone away
From now on I'll make it very clear
Cos' I don't want to write
Another love song of the year


I used to laugh I used to cry
I used to laugh, these feelings passed me by

From now on I'll make it very clear cos' I don't want to write anothe love song of the year...



Escrito por Ann Burrows às 16:42:37
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1 de 2 - Dia nublado, pensamento sombrio

..."Ana, escreví muito sobre o JD hoje, na minha comunidade e na do Elvis, aproveitando que hoje é aniversário de morte dele"...

..."que louco o cara morrer dias depois do aniversário... cola ai o que vc escreveu nego: não quero chegar em casa.. demora muito"...

..."Homenagem 16/11/2005 11:13
Hoje, 16/11, faz 7 anos da morte do J.D. Sumner, que morreu dormindo, em uma excursão dos Stamps pela praia do Myrtle, na Carolina do Sul, no dia 16/11/1998.
Seria legal se alguns de vocês escrevessem alguma coisa em sua homenagem.

"Mr. Sumner, sua voz e pessoa ainda é lembrada com saudades por nós, nas músicas com o Elvis ou sem ele. Da mesma forma que você era um pai pra ele, também gostamos de você de uma maneira paternal, por nos envolvermos tanto com o Elvis." ...

..."que gracinha!"...



Escrito por Ann Burrows às 08:14:52
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2 de 2 - Dia nublado, pensamento sombrio

"Morreu três dias antes Ana*

Curiosidade
16/11/2005 10:38
Vejam um exemplo da importância do J.D. Sumner ao lado do Elvis.
Sumner fez umas revelações a um repórter em 1980, vou destacar uma parte conhecida como "Elvis quis matar Mike Stone".
Sumner falou da fúria que se apoderou de Elvis Presley, quando descobriu que sua esposa, Priscilla, o estava traindo com o instrutor de caratê Mike Stone. Sumner disse "Elvis queria mandar assassinar Mike Stone. Isso aconteceu às 4h30min da madrugada, num dia de 1973, no Hotel Hilton, de Las Vegas". E acrescentou: "Nessa noite eu estava num quarto do 28º andar, quando, em plena madrugada, o telefone tocou. Era Joe Esposito, um dos membros da chamada Máfia de Memphis, que me pedia para subir, com urgência, à suíte de Elvis, no 30º andar. Encontrei-o na cama, furioso, com a mão direita inchada e esfolada. Estivera dando murros na parede. Acabara de saber que sua esposa era amante de outro homem". Fui logo perguntando, "Mas o que é isso, Elvis? Que diabos aconteceu?" Ele disse: "Aquele filha de uma cadela, o Mike Stone, tomou a milha mulher...Eu tenho que matar aquele filho de uma cadela!" Sumner diz que nunca tinha visto Elvis Presley tão enfurecido e tão violento. Precisava pensar depressa. E lhe declarou: "Pois então me dê a sua pistola! Telefone ao piloto do seu avião para que ele me leve agora mesmo a Los Angeles, onde o tal Mike Stone se encontra. Eu sei onde ele vive e o encherei de balas..."
Sumner disse que Elvis ficou tão desconcentrado com a rapidez de sua decisão e disse: "Não, não quero que você faça isso..." Era evidente que J.D. Sumner não tinha a menor intenção de matar o amante de Priscilla, apenas disse que o mataria. Summer explica: "Falei isso para Elvis na intenção da fazê-lo se convencer de que eu estava solidário com ele. Achei que, na ocasião, era o que de melhor lhe poderia dizer" E continua J.D. Sumner: "Naquela madrugada, resolvemos rezar. E disse a Elvis: Ouça, quando uma pessoa está numa situação dessas só ha uma pessoa que pode lhe dar alivio e consolo. Essa pessoa é Deus. Você quer me acompanhar numa oração?" E sua resposta foi sim. "Então chamei todos, inclusive Red e Sonny West, seus primos, que acabariam escrevendo um livro devastador contra ele anos mais tarde. Segurei uma das mãos de Elvis e rezamos. Depois dessa reza, ele se acalmou e foi dormir. O mais extraordinário foi o que aconteceu depois que ele acordou. O furor homicida da véspera havia desaparecido. E Elvis, arrependido, queria mandar de presente a Mike Stone um valioso colar. Eu lhe declarei que não fizesse isso e não o transformasse num dos nossos. Tão descabida quanto a reação anterior. Mas era perfeitamente explicável. Elvis começou a se analisar e a culpar a si mesmo pelo fracasso do seu casamento. O verdadeiro culpado era ele mesmo e não Mike Stone".
Depois de tudo isso, J.D. Sumner comentou "Mas é preciso que se diga, foi o próprio Elvis quem lançou Priscilla nos braços do amante, exigindo que ela tomasse lições de caratê com ele. Eu nunca deixaria minha esposa numa cidade, tomando lições de caratê com outro homem, e ir cantar num cassino de Las Vegas, durante um mês inteiro. Alguma coisa poderia acontecer. E, na verdade, aconteceu!".
Por vezes, Sumner tinha de ouvir durante seis horas a fio as confidências do cantor, ainda confuso com seu drama intimo. E, ao fim de tudo, Elvis perguntava: "Mas o que aconteceu com a minha vida conjugal? Que aconteceu comigo e Priscilla? Não posso falar com meu pai sobre essas coisas, prefiro falar com você". De uma coisa J.D.
Sumner teve certeza: O fim do casamento com Priscilla marcou o começo da derrocada final de Elvis Presley. "...

..."Não consigo parar de ler e reler isso que vc me mandou. Principalmente o final. As vezes penso que cada um tem um desafio a lidar. O dele (assim como o meu) era tentar enxergar além das proprias necessidades. Enxergar que generosidade não é band-aid, e nem superbond.

As vezes acho que foi tudo uma grande cagada do destino.(lembra? oops! esqueci de trocar a agua do peixinho). 

Meu Deus, qual era a grande lição? O dia que eu desvendar a dele, eu acho que desvendo a minha."...

...

"Talvez não haja grande lição...

Se isso for verdade, tenho que estar preparada.

...não ha grande lição...
 
Meu Deus. Isso é pesado!"
 

 

 



Escrito por Ann Burrows às 08:14:18
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Detesto rimas.

Meu cabelo tá meio sem corte,

Minha vida tá meio sem norte.

Eu vou pro sul,

...

tem fogo INTEIRO por lá.



Escrito por Ann Burrows às 11:04:00
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Sábado tivemos um dos nossos raros momentos felizes.
Apesar que "raros" é um pouco de exagero: Somos felizes, oras! De uma forma discreta, às vezes incompreensível, nós somos.
 
"Olá Paula,
Essa foi uma das melhores fotos..."
 
Com certeza, foi. Estamos no caminho,
entre peras e jacares,
tentando chegar lá.
 


Escrito por Ann Burrows às 21:49:20
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Charmosa Safiri

Como poderiam dois personagens estarem tão presentes dentro de mim dessa maneira. Existiam duas Anas:

A que ansiava por ser salva, a eterna vitima, vulnerável, o corpo a ser recolhido, as donzela insconciente a mercê do seu salvador, e a moleca, que queria jogar taco na rua, futebol no quintal da avó, que adorava andar de bicicleta, adorava video game, que queria ter uma casa na árvore, que tinha meninos como melhores amigo: legais e descomplicados... Uma mescla estranha de Penelope Charmosa com Princesa Safiri!

Nos meus sonhos de criança e pré-adolescente, a maternidade e as prendas domesticas nunca tiveram vez. Nunca. Adorava minhas Barbies e Susies, porque com elas e o unico Falcon que eu tinha (pra 3 Barbies e 2 Susies) eu encenava as aventuras mais libidinescas possiveis dentros dos limites do meu conhecimento da idade: donzelas em perigo sendo perseguidas e salvas...

Uma vez, achei um disco entre as coisas do meu pai que tinha Bolero de Ravel do lado A e Aprendiz de feiticeiro do lado B. Lembro bem da sensação que tive quando falei que queria brincar de "bruxa" com aquela musica. Me fantasiei com uma roupa que tinha de fada, mas com um batom vermelho e uma cara de perversa, fechei as janelas e as cortinas da antiga sala e queria fazer um sacrificio com a coitada da Filomena - ou queria que ela fizesse comigo...sei lá. Mas ela não entrou no clima. Como nunca ninguém entrava. Todo mundo que eu provocava, podia ver nos olhos uma certa incredulidade de quem não associa nada tão demoniaco em uma criança tão doce (como eu sempre fui).

Acho que por isso que eu gostava tanto da Princesa Saphire. Achava o máximo aquela dupla personalidade, porque eu mesma tinha aquilo muito cindido e latente. Principalmente na infancia. O engraçado é que até os 13 anos não tive absolutamente nenhuma curiosidade sobre sexo, como algumas amigas tinham desde os 8/9 anos... Mas eu tinha uma libido extremamente pronunciada dentro da linguagem que eu conhecia.

E meus coleguinhas, esses me achavam uma moleca... Uma molecona.

Tinha procurado umas fotos da princesa Safiri pra colocar aqui, mas achei essas da minha infancia mais simbolicas... Além de bonitas. nessa epoca eu tinha um sorriso mais espontaneo.

 



Escrito por Ann Burrows às 16:22:36
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Mingau de Maisena de Chocolate

Eu tive um sonho estranho no sábado pro domingo.

Não me lembro de muitos detalhes, mas o mais forte é de ver um instrutor negro (com cara de Norton Nascimento- negro com cara de sábio - acho que por conta do Alto da Compadecida) dando a entender que era muito dificil me fazer vivenciar verdades transcendentes porque eu era consciente demais. No momento em que ele me disse isso, eu me envaideci, mesmo sabendo que isso era prejudicial pro meu desenvolvimento como pessoa.

Ele exemplificou pegando um prato de mingau de maisena de chocolate quente e uma pessoa comum, que no caso era uma moça que trabalha comigo. Me explicou algo do tipo: "se ela tem que passar por essa experiencia de colocar o dedo no prato de mingau quente, e portanto sentir o dedo queimar, o fato de ter "consciencia" do significado do "ritual" e tudo mais, não invalida que a experiencia tinha que ser vivida.

A imagem que eu tinha era de me ver ponto o dedo dentro do prato e quando começava a sentir queimar, eu rapidamente limpava o mingau na beirada fria do prato  e explicando que já tinha "entendido" o sentido da experiencia.

 

 

Ele olhava pra mim, ria com paciencia, e dizia... Olha aí. Assim não dá.



Escrito por Ann Burrows às 12:05:07
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Medo Azularroxeado

Lendo um pouco sobre Reiki, confirmei um lance que já tinham me dito no ano passado sobre minhas vigilias noturnas para escrever... Tinha alguma coisa se realinhando dentro de mim. Mas tenho a impressão que em um determinado momento essa coisa "esfriou" da pior forma:

"Antes,a Alma ardia Agora,o estomago queima Nada mais dói - 02/012/04"

Subutilizada. Fui dormir pensando nisso. Meio tensa também com o Sérgio, que estava meio estranho, (não ele como pessoa, mas alguma coisa em torno dele) e sei lá mais o quê.

De repente me vi com a minha mãe. Não lembro ao certo onde estávamos, mas via no seu jeito um certo ar de cobrança. Não sentia confiança nela. Ela me revelava que eu fiz bem de ter me contido a respeito da morte do meu primo (aquele meu primo preferido) de leucemia entre outras coisas. Que ela tinha escondido aquilo de mim e eu fiz bem de não ter perguntado nada, e que portanto, isso tinha ficado subentendido..... ela me tratava de um jeito meio traiçoeiro. A medida que ela me dizia isso, eu ia ficando puta porque ela tava colocando palavras na minha boca: eu nunca tinha nem desconfiado que o Ricardo tinha morrido, muito menos de leucemia. Sentia que todo mundo sabia disso menos eu. E quanto mais eu dizia que eu nem desconfiava, que ela tava errada de achar que eu sabia e não "esmiucei" o assunto, mas ela afiramva que ela sabia que eu sabia. Num determinado momento, mesmo sabendo que eu podia dramatizar tudo isso dizendo"mas como!? meu primo morreu?!" e etc etc, eu olhei pra ela e falei friamente, conforme eu estava sentindo" tá, morreu, que mais? pagina virada."

Acho que ela começou a me revelar outras coisas, mas todas elas tinham um tom de cobrança emocional. Ela falava como se me desse razão, mas era dúbio. Ela estava subliminarmente me cobrando: "vc fez bem em ter ABANDONADO x, y, z. Era isso que deveria ter sido feito mesmo... "E eu me sentindo cada vez mais desconfortável. Tudo que ela dizia tinha relação com a familia do lado dela.

Num determindo momento, estávamos no quarto dela e do meu pai, o maior, em frente a janela. Mas ou menos na posição daquela foto "autumn time" do orkut. Só que na frente ou embutido no armário tinha um fogão. Enquanto falávamos, eu vi que ela desligava o gás girando um dos botões. No que ela girou, ela cortou o gás mas deixou o botão desalinhado. Eu lembrei da neura do meu pai com isso e fui tenar alinha-lo. Quando fiz isso o gás começou a vazar, vazar, vazar... e eu não conseguia mais controlá-lo. Daí, enquanto minha mãe ficava na frente do botão tentando fechá-lo novamente, eu corri pra fechar o botijão que ficava perto da porta do quarto. Virei todas as manivelas possiveis mas o gás não cortava. Já sentia minha garganta raspar. Quando senti a garganta raspar, corri pronde tava minha mãe: eu sabia que ela não iria ter força com aquele gás todo e ia tentar tirar ela dali. Quando cheguei perto dela, ela já tava meio mole e esse seu estado me fez lembrar de todos os meus medos de infância. Medo da fragilidade da minha mãe. Queria tiara ela dali, mas antes abri a janela pra dissipar um pouco o gás. Mas o medo da fragilidade da minha mãe era grande, de que aquilo fosse maior do que ela poderia aguentar. A unica certeza que tinha, é que se tinha alguém que deveria cheirar aquele gás era eu, e nâo ela.

Acordei em panico, aquele tipo de panico que não passa, mesmo com os olhos bem abertos. Comecei a sentir que aquilo era real, que de repente meu pai, grogue de tudo sem a minima noção, poderia deixar o gás ligado e matar a todos, e coisas do gênero. Via claramente a fragilidade da minha mãe dentro daquele ambiente obscuro que aquela casa pode ter. Quando eu ainda estava lá, eu sentia que essa obscuridade parava em mim. Mas agora que eu não estou, sinto que ela pode não ter limites... Tive muito medo.. panico pra falar a verdade. Pensei em ligar, mas as vezes acho que se acordasse a todos poderia sim acabar causando algum probelma. A sensação que tenho é que está tudo mal colocado que que qualquer movimento brusco pode derrubar tudo. Só queria me esconder e esperar isso tudo passar. Daí me levantei. Sabia que não ia adiantar falar com o Sergio porque ele realmente está muito estranho. Espiritualmente estranho.

E só pra confirmar novamente, fiz o teste da cor. Qual a cor do meu medo. Fechei os olhos e tentar ver alguma cor, como manda naquele teste. Sem duvida é azul celeste arroxeado. Essa é a cor do meu medo. A cor do amanhecer. Eu detesto o amanhecer.

Ontem sonhei com o sacrificio do cachorro do Paulo. O meu amigo Paulo tinha um cachorro que já estava doente há algum tempo. Tinha já uma certa idade, mas estava sendo tratado de todos os choques espirituais que ele parecia filtrar. Eu sempre pensava comigo quando perguntava do Rachid "é, ele pode estar melhor, mas já tá velhinho, um dia ele se vai... será que o Paulo percebeu isso?" Toda vez eu perguntava e ele respondia "tá melhorando"... E eu me pegava pensando, meio melancolica.

Outro dia perguntei e ele respondeu: "tá no céu!". Me senti aliviada pelo cachorro, mesmo sabendo da tristeza do meu amigo de perdê-lo bem no dia do seu aniversário.

Então sonhei com o momento do sacrificio: o momento em que o Paulo percebeu que não valia mais a pena mantê-lo vivo, que já não existia nada que o prendensse aqui. Lembro dele aplicando algum tipo de injeção (nesse ponto me pareceu com a morte da karenin do "insustentável leveza do ser"). Lembro do seu ultimo suspiro e do jeito do Paulo depois, meio agitado tentado "falar para esquecer"...

Bom  esse foi meu fim-de-semana. Teve coisas legais? Teve! Muito. A festa da sábado, o papo da sexta-feira... Mas é estranho. Tem alguma coisa sombria rondando meu "lapso de cores". Talvez seja só a vida....

Talvez eu já esteja meio de saco cheio de sentir tanta energia autodestrutiva por perto... Existem energias autodestrutivas explosivas (como a da minha mãe) energia autodestrutivas frias (como a do meu pai e do sergio). Sei lá. E eu ali achando que quem tem estrutura pra "cheirar o gás" sou eu... Saco. Talvez, por hoje, sinto que preciso de cores!

Ah, se alguém se interessou pelo papo da "cor do medo" clica nesse link http://somostodosum.ig.com.br/testes/cordomedo/



Escrito por Ann Burrows às 04:49:43
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Um Lapso de Cores II

...Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou...

 



Escrito por Ann Burrows às 09:21:26
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SONHO TUMULTUADO:

Me lembro de ouvir a Gisele dizendo que não via a avó há quatro dias. Eu estava na segunda sala da casa dos meus pais e de alguma forma ficou subentendido que ela já havia sido procurada em sua própria casa, portanto não perguntei mais. Eu sabia que ela estava morta, mas ninguém a encontrava.

Nesse meio tempo, lembro de ver um aquario daqueles tradicionais redondos com três peixes dentro. Três peixes dourados. O aquario estava debaixo do vaso de flores de plastico antigo que a minha mãe sempre teve. Aquele que tem folhas verde escuras que parecem azevinho. A mesa de jantar estava perto da parede do banheiro. Tive uma sensação boa, de bem estar e felicidade em ver aquela agua cristalina, as pedrinhas brancas do fundo e o laranja forte dos peixes... Essa sensação parece ter sido tão evidente que deve ter contagiado um dos peixes que de tão feliz, saltou bem alto, chegando a fazer uma pirueta no ar. Mas quando caiu de volta dentro da agua do aquario, caiu fulminado. No começo fiquei olhando, esperando que ele reanimasse (lembrei de uma video instalação da ultima bienal onde um peixe passava por muitas experiencias desagradáveis e depois ele ficava baqueado antes de levar um choque final - cruelíssimo), que talvez aquele pulo pudesse ter sido extenuante, mas não fatal. Mas ele ficou lá deitado de lado no fundo. Eu sabia agora que ele estava morto, e senti uma coisa muito ruim.

Olhei de novo pro aquario ainda tentando entender o que podia tê-lo matado. Pensei que ele podia ter enganchado o olho no azevinho de plástico. No fundo do aquario, realmente parecia que havia alguma coisa errada com o seu olho. Apesar de pensar: "tudo bem, morreu um mas ainda tem dois", eu sentia uma terrivel sensação de fatalidade.

"A vida está se tornando perigosamente sem chão pra mim agora." Eu pensava, ou dizia... Não lembro.

Lembro de questionar minha mãe novamente sobre a Dona Isaura (voltei a sentir toda a tristeza sombria que eu senti na epoca da sua morte em 2002), so que dessa vez eu verbalizei a pergunta para ter certeza que ela não iria ficar subentendida: "mãe, mas já procuraram na casa dela?" Ao mesmo tempo que perguntava, tinha a certeza que encontravam o corpo. Via a janela dela como se estivesse do meu quintal olhando pra cima e via a retirada e a mudança acontecendo na casa dela. Era tudo muito sombrio e tremendamente triste.

Enquanto estava com a minha mãe, lembro que sentia muita tristeza mas apesar disso, so conseguia ralhar com ela da sua falta de atenção (assim como da familia toda da Isaura) de não ter procurado no lugar mais obvio. Acho que a retirada do corpo dela, somada a morte inexplicável do "peixe feliz" me derrubou.

Nesse momento, meu pai chegou de terno (devia estar voltando pro almoço como nos velhos tempos em que eu ia correndo abraçá-lo quando ele chegava) E foi nesse momento que eu me permitir chorar a sensação das duas mortes. Corri pra ele e pulei no seu colo (devei ter voltado ao tamanho de criança) e chorei muito. Eu sabia que ele sentia a minha dor, e a ultima coisa que lembro do sonho é de ouvir ele dizer "Filha, não faz isso, assim eu não vou mais conseguir trabalhar"... Eu sabia que ele sofria junto comigo de me ver assim tão triste.



Escrito por Ann Burrows às 12:05:14
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Change of habit

Bom, desde que eu mudei o layout desse blog, ele não possibilita a visualização do titulo nem da descrição. É uma pena. To whom it may concern, agora ele chama "Ann Burrows - what you need/is a change of habit".

Por tempo indeterminado.

 

Elvis Presley - Change Of Habit

If you're in old habits
Set in your old ways
Changes are a-comin'
For these are changing days
And if your head is in the sand
While things are goin' on
What you need, what you need,
What you need is a change of habit

Now if you're in the habit
To let your temper fly
When you talk with people
Who don't see eye to eye
And if you don't believe it
There's a newer world ahead
What you need, what you need,
What you need is a change of habit

A change of habit, a change of outlook
A change of heart, you'll be all right
The halls of darkness
Have doors that open
It's never too late
To see the light

So if you're in the habit
Of putting people down
Just because they're different
From the wrong side of town
Well, don't count on any medals son
They're pinning none on you
What you need, what you need,
What you need is a change of habit


Escrito por Ann Burrows às 08:28:36
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http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1606340

Eu podia escrever muitas coisas aqui sobre isso, mas o cara que escreveu esse texto disse tudo. O site é esse para o texto completo e até uma sugestão para um album justo:

http://www.screamyell.com.br/musica/beatlesone.html

 

"Beatles 1 
por Alexandre Matias

Não confiem em 1
Apesar de estrategicamente eleita representante oficial da história do movimento cultural mais importante do século passado, a coletânea deturpa a imagem dos Beatles em detrimento de seu integrante mais perverso: 
o gênio (do mal) Paul McCartney.

Aqui não é espaço, e talvez nem haja, para questionar a importância do beatle na história da música gravada (afinal, o cara é o Paul McCartney), mas todos sabemos que, na verdade, Paul é o Felipe Barreto da história. 
Sorridente, gente boa, ativista político, pagador de impostos, Paul é o genro que toda sogra queria ter. 
Mas, para usar um termo recorrente, não dá pra confiar num cara que usou 
um mullet daqueles por tanto tempo.

E, você sabe, Michael Jackson, aquele jeito de falar gesticulando e fazendo onomatopéias, o curto luto por Linda, toda aquela grana, vegetarianismo... Paul McCartney é político até a medula, o título de Sir era uma obrigação que a Inglaterra lhe deveria conferir. E, na boa, um cara que consegue deixar o George Harrison com uma mágoa daquelas não deve ser flor que se cheire. Vamos lá, George Harrison: o cara que quebrou financeiramente pra bancar os filmes do Monty Python. Sacanear um cara desses é prova de falta de caráter. Taí o Eric Clapton que não me deixa mentir. 

Pois é, Paul McCartney transformou o único formato que os Beatles não haviam se aventurado oficialmente (a coletânea de hits em um único disco) e transformou-o em sua caneta da história. Como outros ditadores antes dele, Sir Macca reescreve sua trajetória moldando ocurso secular à sua vontade. 

Comecemos pelo critério escolhido para a compilação, de escolher apenas as faixas para compactos. Isso elimina a possibilidade de entrarem músicas dos álbuns Rubber Soul, Sgt. Pepper’s e do Álbum Branco, onde o papel de Lennon é tão fundamental quanto o de Paul. Isso quer dizer que não há nada de Girl, A Day in the Life, Norwegian Wood, In My Life, Being for the Benefit of Mr. Kite!, Happiness is a Warm Gun, Drive My Car, Nowhere Man ou Lucy in the Sky with Diamonds. Em seu lugar, surgem faixas mais populares (às vezes nem tanto), mas menos inspiradas. 

Assim, Lennon surge aos novos ouvidos como um maluco (Come Together) pacifista (All You Need is Love) casado com uma japonesa (The Ballad of John & Yoko) e só. Não há nada aqui que mostre o Lennon político, psicodélico, introspectivo. Aí entramos em outro porém. Muitos compactos dos Beatles eram assinalados como “duplo lado A”, sem modéstia mesmo (pra quê, né?), explicando pros disc-jóqueis tocarem o que quisessem. E é aí que Paul McCartney se revela mais nojento. A forma que a coletânea é editada distorce a história com requintes maoístas. Por quê? Porque tira Rain e deixa Eleanor Rigby ou Yellow Submarine. Tira Don’t Let Me Down e Revolution em favor de Get Back e Hey Jude. Permite Hello Goodbye, mas veta I Am the Walrus. Mas a ausência mais sentida é Strawberry Fields Forever. Qualquer beatlemaníaco sabe que a dobradinha Strawberry Fields/Penny Lane é o compacto mais importante da história do grupo e qualquer ouvinte consegue perceber que não é por causa de Penny Lane

Tudo bem, Paul vendo os bombeiros e barbeiros quando era criança é engraçadinho, mas não se compara à descida vertiginosa e psicodramática que John nos faz à infância da razão, nesta que ocasionalmente divide o título de melhor música de todos os tempos com Good Vibrations ou God Only Knows. 

1, então, ganha com isso quatro estrelas e meia - uma mancha, num céu acostumado às cinco. "

Só me resta concluir: o Paul realmente é um babaca.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 20:54:00
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Just a gigolo

Sonhos... porque não tê-los?

Por algum motivo que eu não lembro, provisoriamente, tinha alugado o apartamento numero 5 do prédio da Mari. A Mari que me faz depilação. O apartamento era igualzinho ao dela mas ali onde existe uma mesa (perto da porta de saída) tinha um corredor. A principio eu achei que o apê era maior, mas na verdade aquele corredor dava num puteiro. Eu entrei e várias mulheres que estavam em quartos ao longo do corredor vieram em minha direção achando que eu era a mais nova puta da área. Viram pela minha cara (apesar da minha curiosidade e afã por novidades) que eu não era do meio e exatamente por isso elas se mobilizaram para me corromper o mais rápido possivel: "dá um tranquilizante pra ela" elas diziam. "É. Pega ela, deixa ela grogue que ela dá."

Em nenhuma momento eu via aquilo como ameaçador, pelo contrário, achava meio divertido. Apesar disso, e de estar ali por vontade própria, achei que era momento de me desvencilhar delas. Só que percebo que já tinha me envolvido o suficiente para que o cafetão achasse que eu lhe devia dinheiro. Fui portanto falar com o cafetão que era um cara grisalho de cabelos fartos e camisão larga laranja que estava na calçada do lado de fora do prédio.

Eu ia lá falar com ele, mas em nenhum momento tive medo de não conseguir. Tinha certeza que era só questão de ir lá e fazer contato.

Conversei com ele, explicando que compreendia a minha responsabilidade: eu sabia que não se tem esse tipo de curiosidade sem um preço, mas eu estava disposta a bancar o meu para sair logo dessa. Deixei claro que o dinheiro que ele esperava que eu faturasse eu bancaria para ficarmos quites e eu sair dali. Ele era muito simpatico e agradável, me pareceu um negociante honesto, diferente do que se vê normalmente por ai. Quando ele me disse o valor, algo em torno de R$4.999,00, me assustei, mas logo cai em mim de que esse valor era o faturamento de todas as meninas. Ele também percebeu. Estava realmente interessado em me ajudar. De fazer eu sair dessa. Refizemos as contas e agora era algo em torno de R$ 400,00. Me senti bem por ter desfeito o mal entendido sem ter fugido da responsabilidade e sem ter tido medo.

Só que eu e o gigolo começanmos a conversar. Comecei a falar de mim, um pouco também para fazer mais clara a minha impossibilidade de fazer parte daquele meio. Fui prestando atenção nele e vendo que era uma pessoa interessante. Não consegui perceber se ele se interessou por mim o mesmo tanto que eu por ele, mas no momento seguinte nos envolvemos. Eu não estava muito preocupada em pensar em nada: o momento era verdadeiro. Era bom. Era unico. Isso que importava. Me senti livre e adulta.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 01:28:50
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Um dia eu descubro...

...de onde vem tanto "gostar" assim....

Mas, enquanto isso....

... you gave me a mountain this time....



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 17:56:36
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Momento Pierre Alexander ou Como os cravos me deixaram deprimida...

_NenÊÊÊÊÊ....?

(ele chega perto, arisco como sempre. Pára na beirada na cama)

_Fala...

(abracei as pernas dele. Ele olha pra minha cara, mas percebi já aquele jeito de olhar de virginiano - virginiano que ele não é)

_Nenê, se eu um dia não tiver mais cravos, vc vai continuar a olhar pra mim?

(ele sorri e faz menção de espremer muitos cravos... eu continuo com os braços em volta da cintura dele. Olhando)

_Hoje lá nos meus país, minha mãe quis me fazer uma limpeza de pele.

(Ele continua olhando: já sabe o que eu quero dizer e sorri)

_Não deixei. Fiquei com medo. Já pensou?!?!

"Deixa meus cravos aí, mãe!!! Tá querendo acabar com meu relacionamento?!?!?!?"



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 23:16:46
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A vontade e a vida

“Juro-vos, senhores, que uma consciência muito perspicaz é uma doença, uma doença autentica, completa.” memórias do subsolo, pag.18

... 

“Pensai no seguinte: a razão, meus senhores, é coisa boa, não há dúvida, mas razão é só razão e satisfaz apenas a capacidade racional do homem, enquanto que o ato de querer constitui a manifestação de toda a vida, isto é, de toda a vida humana, com a razão e com todo o coçar-se”.memórias do subsolo, pag.41

... 

“Pensai no seguinte: se, em lugar do palácio, existir um galinheiro, e se começar a chover, talvez eu trepe no galinheiro, a fim de não me molhar; mas, assim mesmo, não tomarei o galinheiro por um palácio, por gratidão, pelo fato de me ter protegido da chuva. Estais rindo, dizeis até que, nesse caso, galinheiro e palácio são a mesma coisa. Sim, respondo, se fosse preciso viver unicamente para não me molhar.memórias do subsolo, pag.49

... 

“Eu, por exemplo, quero viver muito naturalmente, para satisfazer toda a minha capacidade vital, e não apenas a minha capacidade racional, isto é, algo como a vigésima parte da minha capacidade de viver. Que sabe a razão? Somente aquilo que teve tempo de conhecer (algo, provavelmente, nunca chegará a saber; embora isso não constitua consolo, porque não expressá-lo?), enquanto a natureza humana age em sua totalidade, com tudo o que nela existe de consciente e inconsciente, e, embora minta, continua vivendo.” memórias do subsolo, pag.41

 

Leio, me identifico e não consigo deixar de pensar (como uma telespectadora que tem a televisão desligada no momento final de um filme importante) : Será que Dostoievski conseguiu? Será que esgotou a sua "capacidade vital"?

 

Uma árvore que cai na floresta isolada do mundo sem que ninguém tenha visto (nem a sua existência, nem a sua queda) terá mesmo existido?

 

“Voltou a São Petersburgo em 1859 e nos vinte anos seguintes escreveu seis longos romances, entre os quais suas obras-primas: ´Crime e castigo´ (1866), ´O idiota´ (1869) e ´Os irmãos Karamazov´ (1879). Seu segundo casamento, com Anna Snitkina (1867), ocorreu três anos depois da morte de Marya. Logo depois marido e mulher tiveram de fugir dos credores para a Alemanha. Viveram também na Suíça e na Itália. De volta à Rússia, Dostoievski estava transformado num conservador, capaz de ser o editor de um periódico reacionário. Morreu em São Petersburgo, a 9 de fevereiro de 1881.--por Marcelo Cid”

 

Felizmente, tenho a impressão de que ele conseguiu. Fico aliviada.

 

 

E não posso deixar de lembrar do final da "Insustentável Leveza do Ser"



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 12:42:58
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Mais triste que a enchente...

...é a maneira tendenciosa com que trabalham as imagens e as noticias...

Não tenho parâmetros para dizer se o governo realmente está ou não fazendo alguma coisa boa nesse sentido, mas uma coisa é certa pelo que foi noticiado: choveu nesses ultimos dois dias tudo que deveria ter chovido durante o mês de maio inteiro. Sabe? Uma situação anormal? Pois é. Foi isso. Nunca chove desse jeito em maio.

Mas na cabeça do paparazzi dai debaixo, a culpa é do governo:

Se realmente faz três anos que não tem enchente no Tietê, a gente não sabe, porque não se noticiam exitos... Mas o que dá pra perceber é que é com essa noção de responsabilidade que as vezes boas intenções são taxadas e desacreditadas. Que nascem boatos e fatos sensacionalistas... Que se vendem mais revistas e jornais. Que se faz o nome.

Portanto aí vamos nós, a massa, seguindo sem ser cobrada a pensar por conta própria, repetindo os bordões que nos induzem a repetir.

Tenho um certo nojinho disso...



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 12:43:23
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Conversa sem nexo

Tem sensações que a gente tem que as vezes superam o que a gente deveria pensar a respeito.

O sonho de hoje por exemplo, onde aconteciam coisas boas e ruins. Eu fiquei meio sugestionada pela imagem final da luz da "divisão dos dias", com a viagem, com o clima entre os companheiros de viagem... Mas não sei, tenho a impressão que essa "euforia" camuflou alguma coisa ruizinha que ficou em segundo plano e que eu não consigo lembrar. Eu sinto que se fosse analisar, iria encontrar coisas importantes nos reveses do sonho, mas a euforia da luz do céu foi mais forte.

Conversando com a Andrea sobre o encontro de ex-alunos, ela me contou de uma pessoa improvável da epoca do colegial que não lembrou de quase ninguém da turma dele, mas de repente quando falaram de mim, ele na hora falou algo do gênero: "Ah, da Ana Paula Caruso eu lembro. Eu lembro porque ela era fanzoca do Elvis"

A sensação foi ambigua como a do sonho: "Poxa! que legal, as pessoas lembram-se de mim. Depois de quase 17 anos um cara com quem eu quase nunca conversei lembrou-se de mim com todas as letras... Pombas que legal..." Me senti legal. Eufórica. Como as cores do céu...

Só que depois veio uma certa sensação de vazio... Quer dizer que o que eu disse no dia 8 de janeiro talvez seja verdade: não existe ana paula sem elvis presley? ufff! Pesado isso! 

De qualquer forma, tava exagerando um pouquinho... Aquela era outra época. Outro contexto. Outra vida. Uma vida indistinta onde todas as cores se juntavam formando um cinza muito denso e sem forma.

Agora sinto que as cores se misturam criando novas cores... Cada vez mais fortes.

Sei lá. Só sei que agora eu tenho que aprender a relaxar. Essa é a minha primeira lição nas aulas de piano que acho que vou começar a ter. "o peso dos braços tem que ir pra pontas dos dedos..."

Sei lá.. tá tudo meio fora de lugar... mas eu to bem.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 18:04:27
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...

Acho que definitivamente o meu inferno astral ascendente passou. Ufa!

Na segunda feira eu tava péssima. Irritadissima. Na verdade (ou "na real", como diz o marceneiro aqui) foi uma sucessão de erros que começaram com o Conservatório Musical. A mulher não podia ter ido embora!!!! Me vi tendo que voltar pra casa em plena segunda feira, sem aula, sem terapia e o pior, às 20:15hs!!!! Sem contar a tremenda frustração. eu normalmente não me permito sentir frustração, mas segunda-feira eu me vi pequena com beicinho....

Tinha tanta coisa prevista e NADA deu certo. Surtei por conta disso. Na terça-feira, era ressaca desse mal humor todo. Mas acho que a terapia me fez bem, porque quarta feira e hoje o meu humor estava otimo. "Estava" porque eu tenho que tomar muito cuidado com o entusiasmo patológico! Estou começando a sentir cheiros e me entusiasmar por coisas que normalmente significam energia mal colocada!

Morro de vontade de ir pra Valinhos!!!! Mas morro mesmo. Ir sozinha. Ouvir as árvores dançando ao sabor do vento sob o cèu negro salpicado de estrelas... Isso tem cara de "Morning has broken" pra mim.... È claro que como uma adolescente apaixonada eu gostaria de ter alguma coisa especial acontecendo lá, mas tudo sempre foi tão poeticamente árido na minha vida, que acho que já me acostumei a isso.

Tenho muita vontade de ficar sozinha. Mas muita mesmo. Eu estava me apaixonando por mim de uma forma legal.... Quando vc se apaixona por alguem vc gosta de fazer tudo para que esse alguém cresça. Tome viço. Frutifique. Eu estava nesse processo gostoso comigo mesma enquanto estava sozinha. Agora sinto falta.

Falar e relatar essas ideias me deixam mais confortável. Realmenteparece que eu estou entupida de informações, e vazia de registros emocionais profundos.

Proxima estação: ...Sei lá... Só sei que preciso entrar no trem.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 12:32:25
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Estava eu lendo uns trecos aqui sobre confecção de webpages (ainda quero transformar os 4 blogs em um só) quando dei de cara com esse texto:

"... recorde apenas que, segundo newton, DOIS CORPOS NÃO OCUPAM O MESMO LUGAR NO ESPAÇO.

Na web essa lei é uma piada. Porque não existem dimensões fisicas humanas a serem transpostas. Você pode estar em uma sala de bate-papo ao mesmo tempo com o João, com a Maria, com a Rita e todos mais que conseguir imaginar.

A web é o unico lugar onde, também, é possivel estar em dois lugares ao mesmo tempo. Esse espaço é conhecido com HIPERESPAÇO,  e sabe o que significa?"

Bom, eu sei o que significa. Significa que aqui, eu me sinto em casa. Aqui eu posso ser do jeito que eu quiser. Aqui eu planejo como vai ser minha vida. Aqui eu me permito muito mais.

Uma vez o Vitorio Gassman disse que queria ter duas vidas, uma para ensaiar e outra pra interpretar. Ás vezes eu sinto que isso é o que acontece comigo aqui na net. É um espaço experimental. Espaço de pura expansão.

Eu gosto daqui. Me sinto como um peixe n'água. E sinto que isso está me levando a algum lugar.

Bom, o Joseph Campbell dizia que precisavamos de novos mitos...



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 23:54:45
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Auto Descoberta II - Segunda Tentativa

Nunca pensei que uma camera digital e a ausência prolongada do Sérgio pudessem ser tão importantes para mim com tem sido nesses ultimos dias. Eu, Eu mesma e a Camera.

Aos poucos eu tô tendo coragem de olhar para mim sem medo e aos poucos também estou procurando no meio de tudo o que é fantasia e o que seu eu de fato. É, tá bem curioso.

Ontem no trabalho, estava comentando sobre mulheres... Apesar de achar a Helena Ranaldi "divinamaravilhosabsolutavitaminda", se eu tivesse que escolher quem eu seria se pudesse simplesmente ser alguém seria a Cristiane Torloni. Nova, ela não tinha muita graça, mas cara! como a idade caiu bem pra ela (claro que sempre a meu ver). Magnifica, Sacana, Glamurosa, Estruturada, Bem composta... Olha tudo com aquele ar de "eu sei como se faz"... Poxa. Eu poderia ficar horas aqui dizendo tudo que a presença dela me passa. Se tivesse que ser alguém, seria ela.

Bom, mas devanaios a parte, sigo procurando o que há de bom em mim. Procurando saber que diabo de mulher eu sou.

Porque eu sou uma, não sei se você sabe....



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 07:47:30
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For you blue

É incrivel: toda a vez que eu chego no escritório antes do horário, com aquela calma e silêncio dignos de começo de expediente, principalmente se estou com alguma calça de bolso faca, me pego cantarolando "for you blue".

Sabe? Como no "Let it Be", quando eles estão chegando à gravadora?

E apesar de não gostar do Paul McCartney a imagem mais forte que me vem é a do olhar dele antes de entrar no prédio: mão no bolso da calça, um olhar de todo poderoso que muito me agrada. Olhar de quem olha o mundo de cima. Esnobe de tudo. Bom, ele naquela epoca realmente podia olhar o mundo de cima.

A minha fita do filme "Let it Be" sumiu, (não a fita, mas a integridade embolorada dela) mas a imagem* ficou. E toda vez que eu chego em algum lugar, como no escritorio pela manhã, é essa a trilha sonora da minha entrada. Nada de Also Sprach Zaratustra, nada cheio de holofotes, simplesmente "For you Blue".

"because you're sweet and lovely, girl...."

*mesmo que não seja exatamente isso que apareça no filme, foi essa a imagem que ficou. Um dia vou tentar vencer o bolor e assistir de novo. Só pra matar saudade.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 13:35:33
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E aí, vai encarar!?

 Depois de um surto de insanidade noturna que foi devidamente eliminado, como se neutraliza um levante, a Super Cloud Nine, pegou suas moedas virtuais e pediu um conselho.
  
Às vezes se tem que lidar com inimigos ocultos, influências impalpáveis que se ocultam nos mais obscuros recantos. De seu esconderijo, procuram sugestionar as pessoas. Nestes casos, é necessário persegui-los até os seus esconderijos mais secretos, para que se possa, então, identificar a natureza das influências em questão. Essa é a tarefa dos sacerdotes. Eliminá-las é o encargo dos magos. O caráter anônimo dessa conspiração exige um empenho especialmente vigoroso e incansável que, porém, encontrará ampla recompensa. Pois uma vez trazidas à luz e identificadas, essas influências furtivas perdem seu poder sobre as pessoas.
 
E Super Cloud Nine pensou: "desliga o modo coitadinha e liga o modo foda-se. "
E aí? Alguém vai querer encarar?
 
 
É bom que não!


Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 01:34:43
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"esse Orkut tá te fazendo mal"....

Tá não. As vezes é bom exercitar o cérebro e botar algumas coisas a limpo.

Eu participo de uma comunidade sobre o Elvis no Orkut, que nesses últimos dias tem me tirado do sério. Não tem jeito: Elvis mexe com alguma coisa em mim que eu realmente não sei explicar o que é.

Vamos colocar nesses termos: detesto ver todo mundo ouvindo "it's now or never" quando existe "how the web was woven"... Quem conhece sabe do que eu estou falando.

De qualquer forma rolou um climão lá na comunidade e o que foi dito lá (tirando as grosserias gratuitas) me deixou pensando muito. Muito mesmo. E enquanto eu não esgotasse as possibilidades eu não ia sossegar, portanto, segue abaixo o meu alívio.

O texto é imenso, eu sei. Mas eu gostei do que eu escrevi. Acho que pelo alívio que eu senti depois que escrevi eu cheguei bem próximo do que eu queria dizer. Espero poder agora colocar uma pedra no assunto. Zhuang Zi dizia que a controvérsia é a prova clara de que não se vê com clareza. Mas eu não sou nenhuma sábia chinesa, então: foda-se. Taí o que eu acho.

Sobre Beatles, Elvis Atitudes do Rei e Afins... 16/4/2005 15:41
Olá Carlo,


Quando vejo os seus comentários, não posso deixar de ver a mim mesma há alguns anos, na época em que eu comecei a “pensar sozinha”, lá pelos 15/16, falando:
“Puta que pariu, o cara tinha tudo. Como pode deixar as coisas acontecerem daquela maneira!!! Ele era um fraco!!!! Que merda!”
Eu sentia um misto de tristeza e raiva: tristeza de não ter mais o Elvis por aqui, e raiva por saber que ele tinha, de certa forma, provocado isso.
Daí, tinha raiva da Priscilla, porque achava que ela era tremendamente egoísta e foi embora na pior fase, quando deveria ter ficado lá para ajudar... Dos caras que estavam em volta dele...
Sabe, coisas que a gente pensa quando tá de fora. De fora, entende?

Você queria uma discussão construtiva?
Vamos então, tentar de novo. Não vamos falar de discos de ouro, nem de paradas e nem só da qualidade musical de uns e outros, ok?

É isso que eu tento dizer para você desde o primeiro post, mas tenho a impressão de que não está ainda muito familiarizado com a vida e como ela, ás vezes, simplesmente é.

Concordo com você quando bate boca com o pessoal dizendo que discos vendidos e paradas musicais não dão a verdadeira dimensão do artista. Muitos dos argumentos lá também não me convencem... A gente sabe que para o ponto que nos incomoda, esse tipo de dado não serve pra nada, mas vc varia do ambito artistico pro pessoal do artista de acordo com a sua conveniência e eu percebo que está sendo um fã cego ao contrário. Mind Games, saca?

Ás vezes a gente tem que ter responsabilidade no que diz, porque a vida não é feita só de ideologia e ser quem se deve ser ás vezes pode ser uma tarefa muito difícil.
Assim como dizer a coisa certa da forma errada pode ser tão devastador quanto uma guerra. O John foi o exemplo vivo disso. Talvez se ele tivesse sido menos contundente (como você está tentando ser) ao dizer as verdades que ele via, não tivesse existido Mark Chapman.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 22:32:00
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Repetir “the dream is over” como se isso fosse apenas uma frase de efeito seria correspondente à frase que diz “quando o sábio aponta às estrelas, o idiota mira o dedo”.

Algumas pessoas nasceram com mais resposabilidades que outras e analisar a vida do Elvis sob o prisma de uma pessoa “normal”, que pode ir ao supermercado ou ao cinema a hora que quiser sem ter ninguém berrando ou passando mal atras de você, é uma incoerência.

Os próprios Beatles reconheceram isso quando resolveram se retirar dos shows ao vivo em 66: “era uma loucura, a gente não conseguia ouvir o que a gente tava tocando!!!”
Retiraram-se.
E resolveu? Não resolveu, tanto que quatro anos depois eles romperam. Ninguém aguenta essa pressão e eles, enquanto grupo, não aguentaram.
Os “Beatles” rompendo, puderam rachar a popularidade e puderam ter vida pessoal em paralelo com a vida artística, porque não eram mais os “Beatles” e sim, as partes dele.
Elvis não podia fazer isso, porque ele sozinho era tudo que o público queria.

Assim que é a vida.
É isso que eles tentaram dizer para as pessoas que ficaram enfeitiçadas com a magia dos anos 60. E que o Elvis tentou mostrar com o sofrimento dos ultimos anos em musicas com Unchained Melody, Hurt, You gave me a Mountain ou mesmo Help me.

Vamos fazer um paralelo entre os dois ícones:

Entenda Magical Mistery Tour como o correspondente à fase “imbecil” açucarada dos filmes de 60: pura farra (mesmo assim vc encontra coisas boas);

Abbey Road como o 68 Comeback Special: uma fase intensa marcante e muito fértil;

Let it be, o canto do cisne, como as turnes finais dos anos 70: onde se encontram coisas maravilhosas mas ao mesmo tempo se começa a sentir as falências pessoais.

Com o rompimento em abril de 1970, James Paul McCartney, John Wiston Lennon, Richard Starkey e Geroge Harrison conseguiram tirar a instituição “Beatles” das costas e puderam continuar suas vidas. Mas e o Elvis? Como vc acha que ele conseguiria fazer isso?

Diferente dos Beatles, Elvis não tinha como se desvencilhar de ser Elvis. Quando morre a instituição “Elvis” morre também a pessoa. E pelo que percebo é isso que te incomoda. Mas é assim que é a vida.

Dizer que outros artistas foram melhores ou piores que Elvis nesse sentido, eu não sei dizer, porque musicalmente falando o Elvis tem muuuuita coisa boa em todas as fases, até na babaca dos filmes você encontra uma “Almost in Love” (bossa nova maravilhosa feita pelo Luis Bonfa e gravada por ele num fio de voz digna de João Gilberto, que eu espero um dia seja descoberta como descobriram a “Little Less Conversation”) entre outras.

Mas posso dizer com segurança que todos os que você apregoa como “exemplos para a juventude” de diferentes maneiras, também cometeram os mesmos erros fatais que você só associa ao Elvis:

Renato Russo não deveria ter tido nada de idelógico quando se tornou soropositivo, infelizmente. E ultimamente a mídia se encarregou de divulgar musicas gravadas que, ele quando vivo, teve o bom senso de não divulgar.
Tanto que, agora, pelo menos para minha geração (sou de 73), que acompanhava e respeitava o ídolo, ficou apenas a imagem de um cara brilhante, mas muito carente emocionalmente, que não conseguiu encontrar um chão depois de tudo.
Pra mim ficou muito marcada a declaração da mãe do Renato, dizendo que num determinado momento, ele disse que simplesmente não queria mais viver. E assim morreu. Como o Elvis.

O Cazuza. Poxa, que imbecilidade um rapaz brilhante como aquele ter feito tanta cagada na vida. Por que, quando ele ficou doente, ele não parou para se tratar? Porque ele continuou fazendo shows e se expondo daquele jeito, mais ou menos como a gente costuma dizer do Elvis?

Não sei, talvez eles tenham um chip de fabrica que nós, pessoas comuns, não conhecemos.

Todos eles, em algum momento da carreira, próximo do fim, (tirando o Lennon que estava feliz na ultima fase da vida pessoal, mas morreu em consequência do que pregou talvez da maneira errada no passado) mostravam a sua desilusão com a realidade que cantaram no começo de suas carreiras.

Você nunca reparou, (tirando o babaca pop do Paul McCartney que se bobear vende terra do túmulo da mulher pra divulgar a 832º homenagem a sua morte, e consequentemente seu ultimo disco), na melancolia das últimas musicas do George Harrison por exemplo?

Horse to the water? Já ouviu? “you can take your horse to the water, but you can’t make it drink”?
Ou “Brainwashed”? Ou ainda “Looking for my life”?
Ele tá falando para as pessoas exatamente isso. Não adianta dizer que a vida não é um sonho: vai ter sempre um babaca achando que é. Vai ter sempre um babaca olhando pro teu dedo. Sabe? Aquele dedo que eu disse que tava apontando as estrelas?



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 22:25:17
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...

Espero não estar perdendo o meu tempo, e que você realmente esteja sendo sincero nos comentários. Que não seja simplesmente um babaca querendo criar bagunça. Vou desconsiderar essa possibilidade. Vou considerar que você é como eu. Uma pessoa que está se sentindo incomodada em ver uma faceta tão “desagradável” num cara que gosta.

Exatamente por isso, desculpa a sinceridade, mas enquanto você ficar nessa de especular a vida dos mortos em busca de exemplos, analisando dessa maneira infantil e “anódina”, como disse uma das pessoas que comentaram seu post muito apropriadamente, eu vou chegar a conclusão de que você não fica nem um pouco atras de um fã cego. Só que ao contrário: daqueles que ficam tentando encontrar um modelo pra seguir. Que não tem sintonia com a SUA vida forte o bastante e fica buscando nos outros, MODELOS.

ELES NÃO ERAM E NEM PRETENDIAM SER MODELOS: Nem Elvis com seus excessos, nem o John com sua violência encubada (lembra do chute no Stu Sucliff, ou dos paus com a Yoko?), nem o Macca com suas musicas açucaradas, nem o Geroge com sua discrição e melancolia, nem o Renato Russo e o Cazuza, com sua carência emocional mal resolvida em sexualidade. Nem o Cat Stevens virando muçulmano e sendo barrado no aeroporto nos Estados Unidos, nem o Ronald Reagan virando presidente e acabando com a Guerra Fria, nem o Karol Wojtyla com todo seu carisma de ator.

Bob Dylan uma vez disse que não queria ser Deus, como as pessoas queriam deixar claro. Ele queria, no máximo, ser Elvis. Porque ele é humano.
E o próprio, por sua vez, na sua simplicidade de cara do interior, numa coletiva onde um jornalista especulava a mesma coisa que vc tenta especular nesse forum, respondeu singelamente: “the public image is one thing and the human being is another” – e pra finalizar – “it’s very hard to live up your image put in that way”.


ENTENDE, CARA? ELE ERA HUMANO. Enquanto vc procurar modelos fora da sua vida inspirado pela musica que vc tanto gosta, vai ser nada mais que mais um fã cego, que em vez de discutir a Billboard vai estar julgando modos de vida, e o pior, sem base nenhuma para isso. Como um sapo querendo ser psicólogo.

E acredite-me, sem ofensa: estou falando com vc como gostaria que tivessem falado comigo há uns anos atras, quando eu pensava exatamente como você."



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 22:24:25
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O contrário de Sansão

"Ah, a decepção!!!!! Perdoem-nos, Senhor, eles não sabem o que fazem!!!!!!

Ok, ok, eu sei que a questão do cabelo tem um forte fundo psicológico, mas que vc ia ficar mais charmosa com o cabelo comprido, isto não tenho dúvidas.

Eu, falar mais????? Eu acho que você devia falar mais se desse, como eu não tenho a menor idéia do que quer dizer cada parada, dá um pusta medo. Medo do desconhecido, medo do que quer dizer a parada e em que trip vc está. eu perdi o fio da meada, adoraria estar entendo as coisas como no começo do Virtuosa, e ver que vc esta num caminho legal! Agora eu não sei....e se vc estivesse.....porque cortar o cabelo?"

É. Definitivamente isso é uma coisa que o Luiz nunca vai entender. Mas eu entendo. Claro como água. Só entendo depois que corto. E não tô falando de beleza. Tem sim, um fundo psicológico.

Confesso que depois que cortei o cabelo pensei: "Minha mãe vai ficar triste..." "Eu não pareço mais a irmã falecida do meu pai..." "Não foi a toa que destrui a minha identidade feminina...." Mas não destrui. Fortaleci, isso sim. Quando fico assim, não preciso de maquiagem, de secador, de nada. Simplesmente sou eu. Claro, pode ser que um dia desses tenha saudade dos tempos e do visual do ultimo post, mas vou sentir saudade da mesma forma que sinto saudade do Roberto: aquela saudade "de fora", de uma época e duma vida que não é mais a minha.

No mais, fico eu agora essa semana como fiquei no findi: sozinha, feliz, com o Elvis e meus livros. Esperando o Sérgio chegar.

Comme d'habitude.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 12:54:41
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Recuerdos de um dia feliz



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 01:21:28
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a benção, joão de deus....

Bom, acho que se não falar sobre isso agora vou ficar entalada. O aniversário do Wagner que espere!

O Papa. Pois é. Graças a Deus ele foi.

Fiquei revoltadíssima com a capa de uma dessas revista "sérias" que está nas bancas. Aquela foto me impressionou. Parece que os putos da imprensa gostam de causar essas reações nas pessoas. Tinha visto essa imagem de relance na televisão um dia desses e fiquei impressionada com o sofrimento dele. Daí os putos colocam a porra da foto na capa com um puta destaque.

Que que eles ganham com isso? Assim como o que que eles ganham colocando as fotos das pessoas mortas na chacina sei lá da onde na primeira pagina dos jornais? A foto da religiosa morta, caída lá naquela terra de ninguém do norte, que a gente aqui teima em não cuidar e não deixar que cuidem? Atenção das pessoas? Não existe o sentimento de dignidade? Isso foi pro lixo junto com a ética e o bom senso? Acho que sim. Urubus que exploram a natureza curiosa do ser humano. Não sei quem é mais puto, se quem aproveita disso pra vender ou nós, na nossa curiosidade mórbida natural.

NÃO ACREDITO NA IGREJA CATÓLICA. Na verdade nem me vejo católica. Como já disse várias vezes, estudei em colégio de freiras a vida inteira e depois que entrei na faculdade vi a bobagem que isso sempre foi. Não concordo com os preceitos, então, peguei o meu chapeuzinho e agora sou uma "atoa". Digo isso pra ninguém insultar o pouco de inteligencia que tento cultivar a duras penas  dizendo que estou envolvida na comoção geral que normalmente envolve a morte de um pessoa pública. Inda mais como ele.

Andei lendo uma reportagem da Der Spiegel, muito interessante por sinal, falando dos pontos positivos e negativos do período João Paulo II. Queria ter base para não me deixar levar pelo que a mídia geral estava dizendo e sabe a que conclusão que eu cheguei? Que ninguém sabe o que quer da vida.

Não vou me estender muito até porque não tenho paciência de ler e nem de escrever textos muito compridos: Alguém já viu algum judeu criticando um rabino porque acha que no mundo de hoje a exigência da comida kosher, por exemplo, é um disparate? Ou porque ele quer trabalhar no sábado, afinal ficar o dia inteiro sem ganhar dinheiro é ridiculo nos dias de hoje? Eles simplesmente seguem ou não seguem, mas continuam respeitando os preceitos do jeito que sempre foram. Isso vale para os muçulmanos, budistas e todos outros mais.

Ora Diabos, porque então querem que a Igreja Catolica Apostolica Romana faça essas concessões? Heim? Porque? Foi-se o tempo que a igreja tinha tanto poder politico assim. Agora religião é uma coisa muito mais pessoal que social.

"Ah, o papa é reacionário. Ele não concorda com o controle de natalidade", por exemplo. É claro que existem interesses políticos e econômicos nesses assuntos, eu sei. Não sou nenhuma tonta. Como em todas as outras religiões. Mas existe um fundo de verdade religiosa nisso. O ser humano não é um bicho que quando fica no cio, tem que trepar. Agora vai me dizer que a culpa da explosão demografica é por conta do papa? Ah sim. Claro. Vc é um filho da puta que tá afins de trepar e quer que a igreja concorde. Vc quer que a instituição religiosa se modifique para que as sua vontade seja justificada, claro... só isso que vc quer, seu puto!? Tentar sublimar tua natureza animal nem pensar, né? Filho da puta!

Quer saber o que eu penso? O Papa está certíssimo em manter a posição dele. Porque se for pra reformar a IC, ela vai virar outra coisa, e não IC. Os fiéis é que devem respeitar ou não. Até porque todas essas dissidências evangélicas, ortodoxas, cristãs-do-brasil e sei lá mais o que, têm "leis" até mais rígidas (como aquele papo de não doar sangue em alguns casos) e as pessoas aderem por livre e espontânea vontade. Ou alguém encosta uma arma na cabeça de um evangélico e diz: Vai dar o dízimo ai ô babaca?

"Ah, a igreja deveria sim aceitar as dissidências, Reconhecê-las". Claro! E acontecer como o império romano e sucumbiu diante do próprio tamanho e diante de infiltrações bárbaras.... As pessoas não sabem o que querem e ficam repetindo a qualquer bobagem que escutam sem pensar.

Reformistas...Báh! Alguém acha justo reformar o Coliseu? Ora tá faltando um pedaço lá, pombas, porque ninguém vai lá e reforma: bota um porcelanatozinho básico e completa o que falta?!?!? Um vidrinhos espelhado? Hein?!?!?! Será que dá pra entender do que eu falo? Quem já esteve lá e chegou perto do Coliseu hoje, sabe que ele não serve mais para o que ele servia há sei lá quantos mil anos atras, mas a sua carga historia é a sua ligação com o eterno. A IC é a mesma coisa. 

O Papa está, ou melhor, esteve, certíssimo. Lutou pelo que acreditava: que a Igreja Catolica tem seus preceitos, que devem ser respeitados. O problema é encarar a religião de forma política. Esse é o grande erro. Mas o Papa, bom, Vá com Deus Karol. Você fez a sua parte. E eu fico aqui lembrando da musiquinha que o pessoal cantava quando vc vinha pra cá....

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 17:10:56
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adensamento da consciência...

Não sei o que acontece hoje, mas estou em fúria.

Logo pela manhã fui pro Mercado Municipal. Todo restaurado. Piso de granito, mezzanino, MAS PORRA!!!! FEIRA É FEIRA!!!! Não entendo e nunca entendi as pessoas que dizem que gostam de feira!!!!!!! Eu tenho nojo!!!! NOJO!!!!!! "ah, as frutinhas todas ali fresquinhas, as verduras...uma festa de cores e pessoas" Quem pensa assim deve ter exagerado no Acido Lisérgico. Na verdade deve estar próximo a uma overdose.

Tudo que eu vejo nesses lugares são comidas e pessoas entulhadas, empilhadas, espalhadas com caras de nada, um cheiro horrivel, (ou vai me dizer que cheiro de queijo, peixe e gordura é agradável?) e muitas, mas muitas moscas mesmo.

As caras e bocas das pessoas comendo (credo) as coisas mais insolitas ali mesmo, no meio do corredor, como se aquilo fosse normal!!!!!!!!

Isso é coisa de gente louca!!! Tá ouvindo?!?!?! Louca!!!!!!!!!!!!! Posta de bacalhau, queijos, porcos pendurados, gente feia, (mesmo as que são bonitas ficam feias, com atitudes feias, lá dentro), donas de casa com cara de "se não sair da frente eu passo em cima", entregadores que passam com o carrinho sem dó nem peidade em cima do seu pé. Bichos. São esses lugares que me fazem ter a dimensão animal do ser humano.

Você é tratado com o mesmo cuidado que os produtos, macetado, pendurado e fedorento.... Eu não tenho palavras suficientes para descrever nem o Mercado Municipal, nem as redondezas daquele horror cheio de gente mediocre (existem pessoas mediocres e pessoas humildes, e posso garantir que pelo cheiro e aspecto delas e do seu habitat natural ela com certeza são medíocres), assim como feiras em geral.

E eu sei que vou ser cruelissima agora, mas preciso falar: e essa gente que empinha as ruas vendendo coisas tão sebentas quanto elas proprias? Vai me dizer que elas tem alguma função dentro da sociedade??!?!?!?!?! Olhe para elas e pense comigo: elas tão ali pra garantir o seu sustento. O sustendo dela e da familia que ela não deveria ter criado, mas criou porque não pensa. Sim, e portanto tem a função de continuar existindo, e como não tem espaço para elas, nos obrigam a tolerá-las impondo sua presença escrota e inutil!!!!!! Eu odeio comércio!

E ainda tem gente que acha que eu sou espiritualizada!!!! HAHAHAHAHAHA. HOJE EU TIVE CERTEZA DE QUE NÃO SOU E QUER SABER? NUNCA SEREI* 

Sol, suor e gente feia. Se Deus quiser, vai demorar muito tempo para que eu volte pra lá de novo!!!!!!!!!

Ah! a propósito, o Papa, morreu! Eu tenho algumas coisinhas pra dizer a esse respeito também, mas vou deixar pro próximo post.

Bom final de sábado pra quer ler. Porque o meu eu não tenho certeza. ARGH!

* Amigo Wanderley, vc me perdoe, mas eu não consigo sentir de outra forma apesar de tudo que já conversamos.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 16:38:59
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Lirios e Tulipas

“A Insustentável Leveza do Ser”. Ou, como queiram “The Unbearable Lightness of Been”.

 

Em inglês parece bem mais significativo. O “bear” dá muito mais a idéia de “agüentar”, “tolerar”... No português, “sustentar” não dá a idéia que eu entendo como correta. Sei lá. Também não sei se é porque o título do livro já tá tão batido, que a gente nem abstrai mais do sentido das palavras...

 

A primeira vez que eu assisti a esse filme foi, se não me engano, em 1994. Minha amiga Patrícia, já tinha assistido durante o colegial. Grande garota.

A Leandra, minha amiga que tem a alma do leste europeu, também assistiu, acho que antes de entrar na faculdade. Grande garota.

 

Mas não. Eu assisti em 1994. E essa diferença de datas faz uma tremenda diferença.

Eu se tivesse assistido no colegial, não teria entendido nada. Só ia me ligar nas cenas de sexo, e olhe lá. Iria achar a Teresa “do bem” e a Sabina, um ser irreconhecível “do mal”, totalmente fora da minha realidade. Talvez até pela similaridade entre pessoas como ela e pessoas como a amante do meu pai na época. E no final ia ficar com a sensação de que tudo correu como deveria: a mocinha boazinha, amorosa e dedicada ficou com o mocinho que, de sem-vergonha, virou um bom rapaz. E de que o ser estranho, do mal, ficava sozinho... A morte do final seria apenas um detalhe.

Ah, Deus, como seria fácil se fosse só isso. COMO A VIDA SERIA BEM MAIS FACIL ASSIM!

 

Nessa Páscoa criei coragem e comprei, junto com o presente dos meus pais, o DVD do filme. E agora pela manhã, peguei para ver uns trechos enquanto me arrumava...

 

 

Ana Paula. Ou seria conveniente dizer Sabina Teresa.

Começo a entender como se comporta a “adolescente”. Aquela que a gente “tem gravada na nossa memória emocional”. É ela: Teresa. Alguém como Teresa. Normalmente eu não respeito uma mulher frágil e dedicada como aquela. Mas com ela é diferente. Ela tem coragem de ser o que é, enquanto eu me disfarço. Me disfarço de Sabina.

 

Ela toca a campainha: ele abre. Ela dá todos os sinais com a inocência de uma criança.

“Eu nunca demonstraria NADA disso”, eu digo sozinha em casa enquanto arrumo a cama de casal.

 

Nunca.

 

Se dependesse de mim, o filme acabaria no chaveiro do quarto 6. Não haveria visita no apartamento, não haveria mãos dadas pela manhã, não haveria uma cachorra Karenin, não haveria nada. Não haveria czarda final e novo quarto 6.

 

Mas o meu filme estranhamente continuou. E temos as cenas. Mas ridiculamente, eu não estou lá. A Teresa está tentando ainda ser a Sabina. Ou seja, é outro filme. E o Tomas está pacientemente esperando essa afetação passar.

Ela continua dizendo “take me to them. To the other women, I wash them up and bring them to you. Take me to them, But don’t leave me here alone!!!!”

 

Até quando será assim, eu, sinceramente não sei.

 

Eu sempre me identifiquei muito com essa polaridade, a novidade agora é... Bom, é nenhuma, eu só to voltando a sentir a mesma coisa, depois de todos esses anos.

Ah, sim, a novidade é que a Teresa agora tem certeza que não vai poder ser Sabina. Assim como lírios não serão tulipas. Vai ser difícil acostumar-se com essa idéia. Mas talvez o grande passo seja admitir.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 12:54:03
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E os sonhos...

Que ansiedade.

Eu queria muito que isso passasse, mas não passa. Como eu disse pra Ancilla, tem ainda muita coisa pra "sair" antes de chegar na essência a ser trabalhada. Muita mesmo. E hoje essa ansiedade vem de um monte de coisas sem nome que estão ensebando a minha alma. Entrou o outono e isso é muuuuuuito agradável pra mim, mas exatamente por isso abrem-se as portas da percepção... A Ana Paula fica tremendamente receptiva e (EU ODEIO FALAR ISSO, MAS DEPOIS DA SESSÃO DE ONTEM ESSA É A UNICA PALAVRA QUE ME VEM NA CABEÇA) romântica. Credo! Detesto essa palavra, mas no domingo aquele pagem de copas quis dizer muita coisa.

E se for isso mesmo? E se lá dentro ainda existe uma adolescente, uma tontinha romântica que ainda precisa amadurecer muito? Que ficou lá espremida entre demandas de vários tipos..?.

Agora essa adolescentezinha está deixando a timidez de lado e falando "Me de atenção agora, por bem, antes que eu me enfeze e resolva fazê-lo por mal, sua vaca autoritária metida a espiritualizada!!!!"

Mas como levar uma adolescente a sério? Ela tem que amadurecer. Viver. Tirar o atraso que a separa de todo o resto. Sei lá... Mas eu não gosto de expô-la. Porque não a levo a sério. Como não fui muito levada quando era cronologicamente adolescente.

O ponto nevráugico foi o momento da "renúncia". O momento onde eu disse: "Eu me abstenho de viver isso. Vou dar a volta pelo outro lado". Só que a volta me deixou bem longe de onde eu deveria estar para estar inteira.

Sei que acabei de voltar do Chope Escuro. E sinto uma tremenda melancolia... Uma vontade de que me peguem no colo... Uma vontade de....de novo virar adolescente: ter meus 15/16 anos estar "namorando", me "arrumando", esperando o namorado chegar... Me metendo em cantos escuros par dar uns amassos... Na porta da escola...

"mas é bom ter feito essas loucuras, porque pelo menos a gente tem alguma coisa pra contar agora. Senão a vida fica sem graça,..."

É rapaz, você está certo. Eu é que estive errada esse tempo todo.

Ah, outono....



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 15:56:18
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Tô atrasado, tô atrasado....

Ontem, não sei se sugestionada pelo fato de estar com algumas coisas do serviço atrasadas, eu me peguei novamente tendo "aqueles pensamentos". Aquela sensação aterradora que eu tinha quando pequena antes de dormir que nem com a minha mãe do lado se acalmava. Parece que ordem certa é: sensação depois pensamento e não pensamento depois sensação.

O pensamento que se seguiu a isso foi de novo com relação à minha idade. Acho que dessa vez eu não precisei sonhar para sentir um peso de 16 toneladas como nos filmes do Monty python caindo na minha cabeça. Foi passando as camisas do sérgio ontem a noite: "Vou fazer 32 anos. Olha só, minha mãe em 28 de fevereiro de 1973, tinha a mesma idade que eu e estava gravida de mim.!!!!" Meu deus! O tempo está passando e eu tô atrasada!!!!!! EU TÔ ATRASADA!

Logo depois eu pensei (olha o lado racional tentando por panos quentes), "mas qual é a pressa" ??? De qualquer forma, a sensação não foi embora.A gravidez da minha mãe, na idade em que isso aconteceu, é uma referencia tardia para mim. Jesus, eu definitivamente não sou mais adolecente! Nem jovem. Eu já sou adulta!!!! É assustador. Cada vez mais assustador.

E o pior é a sensação de que eu deixei um monte de ocisas acumuladas que não sei se vai dar tempo de fazer. Como na vida em que eu vou acumulando as coisas de forma que quando chega a hora de resolver, tem tanta coisa que eu penso em desisitir. Só que meu corpo rejeita a apatia hoje em dia. Não consigo simplesmente esquecer.

É realmente assustador. O que me espera esse ano??? Quais serão os desafios? E os baldes de agua fria?

Je ne sais pas, ou jenésio pas para os intimos. Alguém tem uma "Holly Hand Granade of Antioch" para me emprestar? Preciso contar até 5. Oops, 3.

BUUUUUUUUUUUUUUUM

BY THE WAY, SONHOS....

As duas camas de solteiro em L unidas pela cabeça voltaram a aparecer nos meus sonhos. Desta vez tão reais que eu cheguei a comentar: Eu não disse que isso não era só papo de sonho, que podia dar certo. Com as camas assim, sobra mais espaço no quarto.

Era tudo muito branco.

Dessa época também era o sonho dos brincos azuis. Só que tinha um detalhe: quando o livro do sonho foi aberto, cairam também um par de brincos ovais verdes.

Eles agora estão em minha orelha. Achei iguais na Liberdade no domingo.

E sabe aquelas sandalias que eu comprei para o ano novo e não tirei mais do pé? Aquelas que representam a nova Ana elegante? Sonhei que tinha quebrado o salto. O pé esquerdo, se não me engano, estava sem salto. Totalmente sem salto. E eu pensava, justo esse que é o mais feminino e delicado...

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 13:37:17
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bobagens...

Bom, estou aqui pra falar do que rolou nesses dias.

Ansiedade, introspecção, perplexidade... Tudo ao mesmo tempo.

Nostalgia da época de colegial. Perplexidade com as agruras da vida. Ansiedade, ansiedade, ela sempre me acompanha.... Mas o que mais me incomoda é a sensação de vazio. Realmente inspiração é uma coisa engraçadíssima. Agora que me acostumei a esse combustível não sei se quero ficar sem ele. Com paixão, mesmo que seja platônica ou teórica, a vida pode ser muito mais bonita. Mais poética.

Mudando de assunto, antes eu admirava o lado porra louca do Jim Morrison. Hoje, acho que começo a entender a sua fúria literária. Escrever realmente é importante. Você nunca está sozinho quando escreve disse o Drauzio Varella um dia desses e é verdade. Mas ele disse também que vc só é bem sucedido quando é verdadeiro consigo mesmo. É dessa verdade que eu falo quando digo que sinto falta de paixão. Sinto falta desse combustivel que acende a tocha. A tocha que ilumina a minha verdade. Sinto falta disso agora. Mas, o que há de se fazer além de estar aberta e esperar? Nada, só torcer para não encontrar a inspiração errada. Tentar encontrar algo que acrescente, nem que indiretamente, é fundamental.

Voltei a ler Carl Jung depois de muito tempo. Já havia lido "memorias sonhos e reflexões" (que adorei por sinal) e "o homem e seus simbolos", mas ambos são bem para leigos como eu. Livros mais especializados não me prendem por muito tempo.

De qualquer forma vou me permitir uma bobagem referente a datas.

Quem me conhece sabe a importancia de Joseph Campbell e Carl Jung na minha vida. Pois bem, olha só: Joseph Campbell nasceu dia 26 de março. Carl Jung nasceu dia 26 de julho. Achei muita coincidência as datas serem as mesmas do Wagner (março) e do Luis (julho)... Bobagem pra maioria, pra mim não. Gosto de observar essas datas...O mais engraçado é que o Jung era Leão com ascendente em Aquario como o Luis. Do Joseph eu não tenho essa informação. Mas por si só é uma tremenda coincidencia considerando a influencia desses dois distintos rapazes na minha vida...

Bobagens a parte, andei tendo uns sonhos estranhos, mas dessa vez estou realmente com preguiça de contar. Quem sabe amanhã.

 

P.S.: by the way, tanto Campbell quanto Jung quando novos não eram de se jogar fora...hahahahaha



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 01:35:16
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Fragmentos de Sonhos 2

Sonhos são engraçados. Eis aqui mais um deles.

Fragmento #1 - Cozinha Velha

Estávamos, eu e Sérgio, num apartamento antigo e escuro. Não tenho certeza se morávamos nesse apartamento, e o Sérgio estava querendo dar um "tapinha na cozinha". Mas a casa era muito escura e velha. Era um apartamento de primeiro andar que tinha quintal como o dos meus pais. Eu olhava para aquilo que ele queria fazer e pensava " mas deve haver uma forma de fazer esse apartamento ficar charmoso". Saí para o que seria o quintal. E via muitas paredes e muitas telhas de aminato. Espaços externos que eram ambientes, tipo depositos, mas estavam desativados. Quando olhei aquilo, pensei, já que não serão mais usados a gente bem que poderia derrubá-los  para desobstruir tudo e fazerm com que ficasse mais arejado. Olhei pelo lado de fora as paredes da casa e imaginei janelões que pudessem captar a luz do sol... Entrei animada e contei a idéia pro Sérgio. Ele gostou e concordou. Só que nesse momento vi dois detalhes que me deixaram um pouco decepcionada. A principal janela que eu queria abrir ficava em uma parede onde existia a pia, ou seja, não seria possível abrí-la da maneira que eu queria. E mesmo sendo possivel, olhando para o lado de fora, eu via o sol do final da tarde passando pela fresta entre dois prédios. Mesmo fazendo a reforma a casa nunca teria um sol intenso e saudável.

Fragmento #2 - Elevador-Bonde Azul

Por algum motivo o Sérgio estava ausente e eu tinha que ir até a empresa para passar pro pessoal a senha do computador dele. E acho que por efeito do mal atendimento de uma das trainees na sexta-feira, no sonho eu hostilizava todo mundo. Deixava claro que não gostava deles e era realmente muito agressiva. Partia do principio de que se nem o Sérgio nem a Lu estavam lá, ninguém mais merecia meu respeito. Lembro vagamente também da Cris, que reclamava com ela do mal atendimento da funcionária dela.

Outro detalhe era que na hora de ir embora de lá, eu tinha que descer por um elevador que parecia um bonde, que quando parava no andar, estava desalinhado e era mais estreito que o poço. Quando se punha os pés, ele balançava e a fenda que se abria entre o patamar e o nivel do andar era tão grande que havia o perigo de ser cair. Eu via uma família(marido, mulher e duas crianças de colo) tentando entrar e se arriscando muito. Essa espécie de bonde-elevador não descia verticalmente e sim, horizontalmente como um bondinho. Eu achei muito arriscado, não queria pegar esse bonde azul e falei que iria descer pela escada. Daí, parece que o segurança me barrava e me colocava numa sala, porque as pessoas não poderiam descer assim com facilidade pela escada por livre e espontânea vontade. Mas depois de liberada eu desci e na rua via que eu estava no Centro. Fisicamente não parecia o Centro, mas eu sabia que agora a sede da empresa ficava na Conselheiro Crispiniano de vez. A última coisa que lembro desse fragmento é que as ruas eram perigosas e eu tinha que ter cuidado.

Fragmento #3

Vício

Eu descobri que o Sérgio tinha voltado a fumar e estava consumindo cocaína também. Lembro que peguei um saquinho transparente com um pó negro granulado que no meu sonho era cocaína e gritava para ele: "Sérgio, eu não acredito que você está fazendo isso" - E jogava (até porque sabia qual seria a reação dele) "Deixe isso por mim, pelo menos alguma coisa para eu saber que você me considera importante". Ele estava atrás da bancada da cozinha e me olhava com pouco caso. Pensei comigo: "Tudo que ele faz, faz compulsivamente. Vai ser um viciado sem volta". Quando percebi que ele não ia abrir mão da sua nova escolha joguei o saquinho contra ele e disse "Ok, vc já fez a sua escolha" e fui arrumar a mala achando que ele poderia fazer alguma coisa para me impedir, mas não fez.

No momento seguinte já me vi na rua com a mala, meio sem rumo pensando: "Bom, o Wagner estava querendo dividir apartamento. Vou conversar com ele." De repente estava com ele, a Leandra e a Dania. Estava muito triste, brava e mal humorada. Não entrava nas brincadeiras costumeiras deles. Só lembro estar numa cidade meio como Caxias do Sul com ruinhas estreitas e bonitinhas, e me sentia vazia. Depois disso só lembro de um corredor com restaurantes em que entramos mas não conseguimos comer e quando quisemos voltar tivemos a impressão de que o carro da Dania havia sido roubado.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 17:05:09
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Tá tudo tããããõ conturbado!!!!

Estou me sentindo um ser estranho nesses dias.

Não estava me sentindo bem na cama e resolvi levantar para escrever. Escrever o quê?!?!? O quê?!?!?!? Cáspita...

Ás vezes dar um "retrofit" em casa me faz bem. E agora a noite eu fiz isso: Reformulei a posição da sala e da varanda. Olha tudo novinho me fez bem. Ou não. Porque de ansiedade eu não consigo mais dormir...heheheh.

Anteontem eu encontrei a Dan, uma grande amiga que conheço desde o tempos de colégio. Ela não mudou nada. E brilha. É bom brilhar. É bom encontrar gente com as mesmas afinidades que você.

Mas ando me sentindo sozinha. Gosto de lembrar da imagem que eu fiz na ultima sessão, isso explica algumas coisas....

"Sinto-me amarrada a uma parede. Vendo tudo que me espera, tudo o que eu sei que vou vver. Só que fico tão empolgada tentando sair correndo para viver tudo isso que esqueço que primeiro eu tenho que me soltar. Que deveria estar concentrando a minha empolgação em primeiro desatar os nós, depois viver."

Acho que no ano passado eu me senti muito feliz de estar com as mãos desempedidas para me soltar no momento em que eu quisesse ( como na carta do Diabo). Mas passei boa parte do ano gastando força.

Agora estou cansada, e tenho que me atentar, porque quando a empolgação vir de novo ela deve ser usada de outra forma.

 

Well, living and learning.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 03:31:07
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Carta ao meu amigo invisível

Meu querido amigo invisível:

Bom, invisível não é bem o termo, pois eu te vejo, assim como milhões te viram e vêem. E verão.

Quando você passou de carne pra imagem, eu tinha só 3 anos. E eu não tinha muito a pensar sobre isso nessa época. Mas lembro que desde que me conheço por gente já sabia de sua existência. O tempo foi passando. Eu ouvia falar de você mas nunca prestei muito atenção.

Hoje eu olho o aparelho de som, velhinho, velhinho, que foi comprado no mesmo dia em que você entrou de vez na minha vida e tenho saudade. Ser filha unica as vezes é um porre, nem sempre tinha gente pra brincar comigo, quase nunca meu pai deixava eu sair para rua a andar de bicicleta, mas nada disso me incomodava mais. Daquele momento em diante, eu tinha vc, meu amigo invisivel, com sua presença que me acalmava, me tirava o medo, e me fazia companhia.

Você me fez conpanhia e ainda me faz. E sempre fará. Você é parte da minha personalidade. Parte de mim. Sempre será.

 Não existe Ana Paula sem Elvis Presley.

Elvis, Elvis, Elvis. 70 anos não é brincadeira hein?

Coincidentemente esse ano eu estou de recaída de vc bem na época do seu aniversário, e quando eu fico assim, ninguém aguenta porque eu só falo, escuto e vejo Elvis. Mas esse ano tem um gosto diferente. Pela primeira vez eu entendo a sua importancia na minha vida.

Obrigado por tudo e vamos em frente por mais alguns anos. Porque eu seu que só viverei mais alguns.

Você viverá para sempre.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 15:13:57
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...

Altas viagens durante esses dias. Me sinto meio estranha. Não sei dizer o que acontece, mas não deve ser totalmente bom, afinal, ando com uma tremenda queimação de estomago que tem me tirado a fome (aha, isso talvez não seja tão ruim assim...hehehe), um cansaço que não me deixa mais acordar cedo para fazer o que eu gosto de fazer, e uma sensação de "where do i go from here"....

"If I knew the way I'd go back home
But the countryside has changed so much I'd surely end up lost
Half-remembered names and faces so far in the past
On the other side of the bridges that were burned once they were crossed"

Cara! Tá dificil de se achar ultimamente, então acho que por dentro eu resolvi dar um break. O saco disso tudo é que eu me sinto muito sem sal, mas do que eu já só quando me esforço em não ser.

Além do mais, dezembro é um mês imbecil, e a cada ano eu acho isso bem mais obvio. E no natal que as falências familiares ficam mais flagrantes. Está ficando cada vez pior e no meu caso de filha unica, é pior ainda.  E a musica não sai da minha cabeça. Estou especialmente sensivel ao lado melancolico do Elvis. na verdade estou particularmente sensivel a tudo do Elvis. Mais na verdade ainda, ESTOU COM UMA RECAIDA DE ELVIS DESGRAÇADA!!!!!!

Mas estou resistindo bravamente a sair comprando coisas dele.

Anyway, voltando ao papo de fim de ano, tudo que eu queria era ficar umas duas semanas fora, sozinha, como se eu não fosse eu mesma. Vivendo uma personalidade a parte, uma fernanda pessoinha. Mas escrever não substitui viver. Essa está sendo a parte mais triste de tudo. Contudo (nossa, nunca usei esse termo em textos meus), ajudar a manter a sanidade. Sanidade. Será que eu quero mantê-la mesmo?

Ahá!! Sei lá!

Como disse no quinta feira - eu não sei, eu não sei, eu não sei!!!!!

Saco! 

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 20:07:28
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Fragmentos de Sonhos

 

Fragmento #1 - Gêmeos

Eu estava bem como Sérgio, juntos, quando de repente, aparece outro Sérgio igualzinho. "Você nunca me disse que tinha um irmão gêmeo". "É, tenho". "Òtimo, então agora eu tenho dois Sérgios". E pensei comigo, poxa que legal. Vou ter dois Sérgios só pra mim.

 

 

 

Fragmento #2 - Cabelos

Meus cabelos estavam compridos (diferente do ultimo sonho onde para ficar "linda" eu percebia que tinham cortado os meus cabelos bem curtos, e deixado-os pretos) mas podres e saiam aos pedaços na minha mão. Eram vermelhos e dum vermelho mais forte em alguns pontos (meio como os reflexos que eu queria fazer) mas estavam estragados. Totalmente estragados.

 

 Fragmento #3 - Sad Old Man

Estava passando por um hotel e vi um senhorzinho todo arrumadinho. Cabelos bem branquinhos, curtos e olhinhos azuis. Ele estava muito ansioso e frustrado, parecia uma criança, porque a garota de programa que ele havia contratado para lhe fazer companhia não tinha vindo e não viria mais. Eu me ofereci para fazer o papel dela. Ele já havia sido alguém famoso e de posses. Fiquei curiosa pra ver como era tudo que ele havia preparado para ela.

"Eu preparei o apartamento todo para tomarmos um vinho, e ficarmos juntos, está tudo tão bonito... Você faria isso por mim?" Pensei, "tadinho, tão solitário". E eu fiquei com vontade de participar daquele cenário, e ao mesmo tempo resolver o problema do velho. Era só ir lá e abrir as pernas.  "Sim, porque não?" "Então vamos subir".

Chegando lá, era tudo muito pobre, muito pobre e improvisado mesmo. Eu percebi nos olhinhos dele que ele era realmente sincero e estava se portanto no seu melhor estilo e fazendo o seu melhor. Mas infelizmente era tudo muito simplório. Me senti muito mal, porque já havia assumido o compromisso de fazer-lhe companhia (e tudo mais que ele esperava com aqueles olhinhos doces) mas chegando lá aquela pobreza toda e aquele olhar de ansiedade senil e devoção me tiraram o tesão totalmente. Tive pena. Eu percebia que enquanto estávamos sentados no chão vendo tv, ele vinha se aproximando de mim e eu ia ficando agoniada, porque tudo ali era muito broxante. Eu merecia mais que aquilo. Trepar por dó? Ao mesmo tempo pensava: "Não era isso que vc queria? Passar por uma experiência? Você tem essa chance. Pobre, mas é uma chance. Converta-a. O que vc vai dizer se não fizer? Tampa o nariz e vai." Mas era impossível. Como comer peixe. Não é uma coisa que vc simplesmente não gosta, ela não desce...

Eu era uma covarde - "era só abrir as pernas". Estava já me preparando para dizer que eu tinha amarelado, quando tive uma sensação estranha. Ele acariciava a palma da minha mão e como eu estava distraida me senti excitada. Mas logo caí em mim e percebi o ridiculo da situação. Cheguei até a pensar "se ele continuasse assim talvez até desse pra rolar alguma coisa", mas não sentia mais nada, só a sensação ridícula da situação. Nessa hora decidi que iria pedir para desistir de tudo. E acho que consegui.

Aconteceu mais alguma coisa, mas eu não lembro.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 14:41:03
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Sonhos

Acho que não escrevia sobre meus sonhos. Mas diantes das últimas transformações internas que estão acontecendo, acho que devo relatá-los, senão para fins terapêuticos, pea beleza dos símbolos.

No primeiro, eu estava num voando e percebi que "meus temores se realizavam" quando uma turbulência diferente fez o avião cair. Foi no exato momento em que passei pelas mesmas nuvens que uma semana antes, na viagem para o Rio de Janeiro, me deixara apreensiva.

"Meus temores se realizavam" porque toda vez que eu vôo, num determinado momento, penso naquele acidente do Fokker 100 da TAM, nas pessoas que estavam lá. Que não eram diferentes em nada, até aquele momento, de mim. Que aquele momento poderia se repetir. E que naquele momento, no meu sonho, repetia-se. Comigo. As nuvens não deixavam ver nada. Caimos vertiginosamente. Mas o avião não explodiu. Se partiu, mas não explodiu.

Tínhamos como sair de lá. Parece que ninguém se feriu. Mas não sabíamos se o avião iria explodir ou não, portanto era bom que saíssemos rápido. Me via do lado de fora, mas desconfiava que, como das outras vezes (nos sonhos da casa incendiada e da igreja que desabava), eu não ia conseguir deixar o local do acidente. Que alguma coisa iria me prender lá. O que, de fato, aconteceu: tenho que esperar um rapazinho loiro que precisava buscar um saquinho de veludo carmim com gemas de diamantes lindíssimos que eram tudo o que restou da família dele. Ele não podia deixar para trás. E eu não iria entrar, mas teria que ficar lá enquanto ele não voltasse. Será que ele iria encontrar? Será que com o acidente, uma peça tão pequena não poderia ter se perdido lá dentro?



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 12:57:46
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VP ou PV?

Li muito pouco sobre Nietzsche. Muito pouco mesmo. Gostei do pouco que li, mas confesso que o conceito de "Vontade de Potência" não ficou muito claro. O próprio nome já acho meio estranho, mas foi através desse treco que eu cheguei a um conceito que acho que vai ser muito importante para mim: a "Potência da Vontade"

A "Potencia da MINHA Vontade". Qual é afinal a potência da minha vontade?

Percebi que ela é tremendamente baixa. Como se querer alguma coisa não fosse motivo suficiente para tê-la. Como se eu precisasse do feedback total dos outros. Só que por um momento eu percebi que isso não é verdade. Eu tenho que querer e pronto.

Mas como eu tava falando pro Mauro agora, quando vc quer vc tem que dar a cara a bater. Em coisas menos importantes eu faço isso. Mas, nas que realmente importam, eu não arrisco. E tem também aquele detalhe que eu aprendi na palestra do Campbell: a gente tem que estar preparado. Sempre, pra não ficar com esse sono e essa queimação de estomago na primeira reação contrária. Aprender a fechar as portas na hora certa. O problema é que eu abro e depois esqueço de fechar. Isso demanda energia. E força.

Eu ainda sou ridiculamente frágil. Essa é a conclusão. "Ainda".

Se cai, até tem força, mas tem preguiça de levantar. Que absurdo!

 Escrever e falar me fazem bem. Ufa!

 

Falar desopila, calar potencializa. Agora que eu descobri isso tenho que saber quando calar e quando falar.

A arte de viver!



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 10:29:27
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ê dor de corno!!!!!!!!!!!!!!

Don't look so sad, I know it's over
But life goes on
And this old world will keep on turning

Let's just be glad, we had some time
To spend together
There's no need to watch the bridges
That were burning.

Lay your head upon my pillow
Hold your warm and tender body close to mine
Hear the whisper of the raindrops
Blowing soft against the window
Make believe you love me one more time
For the good times.

I get alone, you've found another
And I'll be here if you should find
You ever need me.

Don't say a word
About tomorrow or forever
There'll be time enough
For sadness when you leave me.

Just lay your head upon my pillow
Hold your warm and tender body close to mine
Hear the whisper of the raindrops
Blowing soft against the window
Make believe you love me one more time
For the good times.


Eu tava pensando em escrever sobre as minhas últimas impressões, mas novamente, o Elvis começou a "whisper in my ear a tender song. The sadiest i ever knew". Então, eu achei que como ela traduz exatamente o que eu sinto agora, eu não sei se ainda preciso escrever alguma coisa a mais.


É uma coisa estranha na boca do estômago, um misto de tristeza e curiosidade... E resignação.

De alguma coisa que sempre esteve aí, mas que agora vista de outro ângulo... sei lá... parece que sempre foi claro mas que não era momento de encarar de frente. Agora, é como meu dente que deu canal. Sem quase dor nenhuma, pra falar a verdade eu nem sabia que estava morto.

Bom, mas esse morto eu vou enterrar com o celular e algumas baterias extras. Quem sabe é só uma catalepsia?

E como diz o Elvis, o Kenny Rogers, sei lá mais quem:

"But life goes on
And this old world will keep on turning"

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 12:48:21
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Pequenês

Eu falhei.

Como deixar o orgulho de lado e fazer o que tem que ser feito. Como manter o sangue frio e tomar a atitude que transforma. Talvez meu papel naquele momento era trazer tudo aquilo para a realidade prática. 

 

"Eu tenho uma pergunta a fazer. Antes de tudo gostaria de avisar que parece que o som não está bom, o pessoal da fileira daqui de trás não está conseguindo escutar o que está sendo dito. Bom, a pergunta é a seguinte: Como fazer o ser humano "acordar" para essas grandes verdades, se ele se perde tanto com o trivial diario. Como que podemos fazer com que diante de verdades tão prementes, a humanidade não se perca em detalhes tão pequenos, com posturas tão arrogantes?"

A oportunidade nasce da crise e o Joe sempre me mostra isso da forma menos teórica possível. Bitter-sweet facts. A maravilha e a brutalidade. Normalmente a brutalidade vem da pequenês da raça. Mas acho que falhei pelo nervoso e pelo orgulho. Era o gancho que eu precisava. Era, se* não tivesse ficado tão nervosa.

Vô Joe, acho que eu entendi a sua lição: A maravilha e a brutalidade. Juntas. Aceitá-las. Mas nunca estar despreparada.

Tenho muito o que aprender.

 

* mas como diz a minha amiga Leandra, o "se" não existe. Portanto, definitivamente, eu falhei.

Nove na primeira posição significa:
As pegadas se entrecruzam.
Se o homem se mantém sério, nenhuma culpa.

Amanhece, e o trabalho se inicia. Após ter estado isolado do mundo exterior no sono, a alma começa a restabelecer suas relações com o mundo. As marcas das impressões se entrecruzam. Atividade e pressa imperam. Nesse momento, o importante é preservar o recolhimento interior e não se deixar levar pela agitação da vida. Se permanecer sério e concentrado, o homem alcançará a clareza necessária para a análise das numerosas impressões que lhe chegam. É precisamente no começo que esta séria concentração é importante, pois no início está a semente de tudo que se seguirá.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 07:36:50
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Ensaio sobre "participar da vida"

Nove na primeira posição significa:
Conduta inocente traz boa fortuna!

Os impulsos primordiais do coração são sempre benéficos; pode-se segui-los confiante, seguro de que se terá boa fortuna, e os objetivos serão alcançados.

Pra chegar onde vc quer, às vezes vc tem que passar por caminhos sujos.

Como não se sujar?

Ou melhor, como se sujar por fora, mas ter certeza que um banho resolve.

Que vc não é suja por dentro? Que não foi vc que criou toda essa sujera?

Como delimitar espaços sem criar prisões?

 

Talvez essa seja a questão.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 14:31:03
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Teoria

 

 

 

Se o sono não fosse bom, os homens não acordavam de pau duro.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 10:06:03
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Amadora

Sou amadora. Tenho cada vez mais certeza disso. Só faço se amo. Por tesão e curiosidade.

Nunca me senti a vontade com o termo "profissional". Me parece destituido de vida, de cor.

Várias coisas me passam na cabeça durante o dia. Vários anseios (já percebi que gosto dessa palavra - é mais suave que desejo) me passam pela cabeça durante a vida. Resolvi da atenção a tudo isso. E ver no que é que dá.

Me permitir transformar a vida em um treco excitante. Tirar o carro dos trilhos, pra botar a vida na linha.

UAU! Sou uma mulher. Estou gostando disso.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 14:03:57
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???

em que exato momento a gente deixa de ser mulher

para virar caça?

em que exato momento a gente deixa de ser transgressão

para virar vulgaridade?

 

qual é o exato momento?

 

eu realmente gostaria de saber.

Hehehe - o Enbaoli costumava ser mais

bem humorado... Costumava... 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 14:09:49
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Samsara

ás vezes penso em desistir. nunca pensei nisso antes.

o azul toma conta. moddy blue.

eu sinto que não estou tentando satisfazer mil desejos.

estou na conquista de apenas um.

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 06:36:11
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"Numa aula de português" ou "Mal sabia eu naquela época..."

"Instituto N. S. Auxiliadora.

São Paulo, 13 de fevereiro de 1990.

Beth Cury

 

Redação e Gramática - Criar o texto: Um aluno meio ao contrário na escola do contrário.

"Era uma vez"... ou talvez duas, uma escola diferente.

A primeira vista, não era uma escola diferente , parecia apenas um lugar de ensino intensivo. Nas salas, havia formulas, regras e sistemas em todas as paredes, acredito que para melhor fixação das idéias. Um dia, resolvi assisitir uma aula. Sabe, às vezes eu achava chato o meu sistema de aula, mas nunca vi algo como isto: todos os alunos altamente compenetrados, nenhum abria a boca, tudo muito certinho, totalmente contrário a qualquer escola que já conheci. Os professores, muito sérios, falavam o estritamente necessário, sem nem um esboço de sorriso ou amabilidade. Percebía-se uma certa infelicidade ou qualquer coisa nesse estilo entre alunos e professores. Isto parecia que aumentava nos intervalos e no recreio, onde ninguém parecia ficar a vontade. Todos pareciam gênios em aula, os problemas eram resolvidos, dos mais dificeis aos impossíveis, sem nenhuma dificuldade aparente. Mas apenas aparente.

Em uma das aulas que eu pude assistir (mas não acompanhar porque o nivel era altíssimo), fiquei sabendo de uma das raras histórias desta escola: certa vez, há muito tempo, um aluno chegou a pegar faculdade. Acredito que foi o único, pois os meninos desta escola não prestavam vestibular para não ter que cortar os cabelos (totalmente egoístas, superficiais e vaidosos). Não que não tivessem nível. Uma gente estranha, infeliz.

Eis que de repente, no meio de uma das aulas, entra na sala uma pessoa. Pinta de sábio, seus trinta e poucos anos, rosto simpatico, feições agradáveis, parecia iluminar aquele ambiente "dark", sombrio em sua essência. Dava pra sentir sua presença como uma luz no fundo de um poço. Esse homem veio decidido, entrou, olhou para todos com ar condoído. Imaginei perfeitamente o que deveria estar pensando - "pobres crianças!" - Ficou um bom tempo analisando e tentando captar o que tinha no ar daquela classe. A classe por sua vez, via o homem com um olhar de pouco caso, alguns nem tomavam conhecimento daquela presença de aparência tão boa, tão positiva. A voz daquele homem ecoava pela sala como de um martelinho quebrando de uma vez uma pedra de gelo. A medida que falava o que tinha para falar, os alunos se entreolhavam assustados e aos poucos iam, como se encontrassem algo de sobrenatural, desesperando-se. O homem retirou-se, convertendo aquela sala num quase inferno. Meu Deus! O desespero da sala começava a me assustar. Era como se tudo desestruturasse, despencasse e parecia que queria me levar junto! Tudo escurece.

Abro os olhos, meio tonta, olho o relógio, levanto. Tenho que me arrumar para ir para a escola. Um dia normal até que vi um homem, de uns trinta e poucos anos, com feições mais ou menos conhecidas, sabe, do tipo "já vi este cara antes". Isso atiçou minha memória e aos poucos fui lembrando de cenas de uma escola, onde apenas uma frase ecoava "Meus filhos, ah, meus filhos. Vocês entendem o que fazem? Vocês sabem a razão de tudo que estão fazendo?"

 Chegando em casa, depois do almoço, tentei lembrar e entender o que aqueles lances de imagem queriam dizer. Ah, Deus! Será que era eu que não sabia o que estava fazendo? Será que era eu que estava agindo como automato, apenas desenvolvendo uma inteligência aparente? Seriam os alnos o meu consciente perturbado que bloqueava o meu verdadeiro eu?!?!?!?

Tudo não passou de um alerta."



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 09:50:42
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O importante é ter estilo.

Não existe feiúra quando se tem estilo. E estilo não tem a ver com posição social, com dinheiro. Tem a ver com posicionamento, com atitude.

Não tolero gente sem estilo.

Estilo e carisma andam juntas. Mas carisma não é popularidade.

Carisma e estilo são as ferramentas que fazem nossa alma ser visível. Como ela é.  

É preciso coragem para ter estilo.

E as pessoas normalmente não têm.

 

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 10:31:07
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A questão "Marte"

Um pouquinho de astrologia. É inquietante quando a natureza de algo é tolhida pelas circunstâncias.

Marte é o planeta da ação, do impulso, da guerra. A conquista, a força. Da reta, do vigor. O caminho mais curto para a energia de marte com certeza é a reta, uma reta que rasga. Como uma arma de fogo.

No meu caso, essa arma está voltada pra mim mesma, para dentro. Enquanto escrevo, me lembro de um filme com o Harrison Ford, que no momento me escapa o nome, onde no final uma mulher está toda amarrada e qualquer movimento em falso pode detonar um mecanismo explosivo que poe tudo a perder. Essa é a energia de marte na 12º casa. Uma arma virada pra você mesmo onde vc por mais que tente não está com o dedo no gatilho.

Na minha vida, tem sido assim. Eu não posso disparar esse gatilho. Tenho que tomar muito cuidado, qualquer descuido pode ser letal. Já passei por isso uma vez. Não quero passar de novo.

Ainda estou aprendendo a entender esse mecanismo para poder usá-lo da melhor forma possível.

Dessa forma, pessoas que estão com suas "armas em seus devidos coldres, virados para baixo" podendo saca-las usá-las para fora no momento que quiserem, me assustam, me fascinam

Me sinto impotente. Ainda.

Talvez eu esteja no caminho certo. Tomara. 

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 22:01:29
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vejo meio embaçado...

Tomei uma puta bronca do meu irmão por conta disso: Sábado foi um momento feliz, mas eu não registrei nada. Nem aqui nem em qualquer outro lugar.

Engraçado, quando me lembro da festa de sábado, lembro de ter "passado" por ela. Sinto que realmente foi um momento feliz, onde o astral de todos estava bem up apesar de alguns estresses inevitáveis, mas que eu passei por ela. Não que eu não tenha aproveitado. Eu aproveitei, mas como quem olha de longe.

Claro que espero fazer isso mais vezes - juntar todo mundo num domingo de manhã para jogarmos e almoçarmos - mas o que percebo é que o que rolou no sabado parece que não foi pra mim. Não me senti lá de fato.

Luis, desculpa, mas não tem mais muito o que escrever. Sinto que sábado marcou a consolidação de uma etapa de mudanças decisivas na minha vida. E que, como eu disse no texto inaugural desse blog quando ainda era do ig, eu estou tranquila.

Confesso que estou me estranhando, não tenho vontade de rir ultimamente.

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 07:04:30
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Setembro, 18

tuuuuuuuuuuu, tuuuuuuuuuuuuuuu, tuuuuuuuuuuuuuuuu...

 

"Alô!?"

"Alô mãe?"

"Oi Paula"

"Para todos, setembro é associado a primavera, a manhãs azuis e sombras claras, ao desabrochar da vida. Mas sempre, na verdade quase invariavelmente, o meu dia, é nublado. O mês é da primavera, mas em 18, ainda é final do inverno! Eis que a natureza revela a minha essência. Uma pessoa sorridente de alma gris!"

"Nossa, filha, é verdade. Nunca tinha pensado dessa forma!!!! É verdade."

"Pois é mainha... A natureza é sabia. A gente tem que saber ler.... A propósito, PARABENS!!!!!!!"

"Ah, é..."

""Ah, é" ou "brigado filha pela lembrança" ...? Trinteioito anos de casada não se faz sempre."

"Ah, sim...O seu pai tá aqui...quer falar com ele?"

Mais um dezoito de setembro. Costumo dizer que vc pode ter duas abordagens para se referir a essa data. A primeira delas é a de praxe: "Parabéns, vc está cada vez mais bonita, inteligente, experiente...Mais feliz!"

A outra é: "Meus pesames, vc está um ano mais proxima da morte".

Ambas são verdade. Qual você escolhe?



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 17:19:48
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Ah, setembro, setembro - o mês sete que é nove

Confesso que nos ultimos tempos eu andei meio sem vontade de escrever. Não que situações hilárias não tenham acontecido...Aconteceram, sim. Mas por outro lado fiquei meio assustada: "cuidado com o que vc deseja..." Na verdade, no meu caso ultimamente tem mais sentido o "cuidado com o que vc alimenta" . A planta pode ficar maior do que o vaso. E definitivamente eu sinto que o vaso está pequeno demais pro quanto essa planta pode crescer. Então resolvi dar uma brecada. É só uma trégua, para avaliar melhor os caminhos antes de sair arrebentando a calçada...

Fiquei também meio intrigada com a quantidade de comentários tanto escritos quanto falados a respeito da minha amargura. Principalmente no Virtuosa. Uma das coisas que percebi também e até comentei com o Sérgio, foi que acho que sou uma pessoa triste. Uma pessoa triste que disfarça muito bem. Tive certeza disso olhando as fotos antigas que organizei para minha mãe e reparando na minha atitude hoje na casa dos meus pais.

Me anestesiei tanto da vida que acho que perdi o atalho de volta. Viver dói muito. E vc não precisa ser um mártir sofredor para sentir essa dor. Dor de ser rejeitado, dor de se sentir ridículo quando está vulnerável, dor da perda, de acompanhar o começo e o fim das coisas das quais vc gosta, a dor de olhar para trás e ver que um monte de coisa já não faz mais parte da sua vida e que foi tão importante. Acho que acabei me anestesiando tanto pra isso, que hoje só sobra o sorriso: um sorriso sardonico de quem diz por dentro - FODA-SE! ARREGANHA A CARA AI QUE NINGUÉM VAI PERCEBER NADA.

"Ah, Paula, eu lembro de você como uma criança muito falante e sorridente".

"Ah, Paulinha, pelo amor de Deus, não era isso também - eu realmente queria que vc tocasse caixa na fanfarra, mas eu nunca disse que vc era uma idiota só porque pegou o prato..."

"Deus me livre, acho horrivel essas meninas fumando com a pele toda retalhada de tatuagem... Ainda bem que vc nunca pensou nesse tipo de coisa, Paula"...

"Até porque, se sendo do jeito que eu sou vc já morre de desgosto, imagine só....!"

"AI PAULA, PORQUE VC SEMPRE FALA ISSO... Não é assim, eu não penso assim. Da onde vc tirou isso?"

"Uma coisa é o que vc pensa, outra coisa é como vc faz...."

ha ha ha ha ha haha ha ha ha ha haha ha ha ha ha ha

O que você pensa, o que vc faz, e como os outros te entendem....Isso dá papo pruma vida inteira. Milan Kundera passou a vida retratando esses problemas de comunicação... E como eles machucam. Mas ao contrário do que o texto mostra, eu não tô botando a culpa na minha mãe. Só tô querendo deixar claro que cada pessoa tem um filtro.

E o meu, pelo jeito, é de pessoa triste. Pessoa triste que disfarça muito bem.

...

Ontem sonhei com tuaregs, filomenas, psicologos, livros e brincos. Acordei, aposentei meus brincos de então e comprei brincos de pedra azul. Uns azuis como os do sonhos e outros vermelhos. Um anel de madeira vermelho também.

Ah, Setembro, setembro....



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 23:03:13
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Sensibilidade de Hipopótamo

Na minha forma de entender, as coisas funcionam mais ou menos como o mito de Zeus e Sêmele.

"Apaixonado pela bela Sêmele, Zeus prometera atender a qualquer desejo seu. Quando ela estava grávida, instigada pela ciumenta Hera, disse ao imortal amante que desejava vê-lo em seu aspecto normal. Contristado, Zeus atendeu o pedido e, ao mostrar-se em todo seu esplendor divino, Sêmele morreu carbonizada pelos raios que dele emanavam. O pai dos deuses conseguiu, no entanto, salvar o filho e guardá-lo em sua própria coxa, onde ele completou seu desenvolvimento."

Ou seja, não importa qual seja a grande verdade a ser dita, as pessoas (somos mortais, não?) têm o tempo certo para perceber algumas coisas. Afinal, não é todo mundo que tá afins de ser fulminado por uma verdade qualquer. Só pra ter a honra de dizer que participou da geração de Dionísio...

Isso foi uma coisa que eu aprendi na época do tarô: existem verdades que precisam ser ditas, sim, mas com responsabilidade e cuidado. As pessoas não são feitas de pedra.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 21:20:29
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Ser invadido

Que coisa mais louca. Estou a vários dias tentado escrever o que tenho percebido sobre "como funciona a cabeça dos homens, como sentem os homens".

Tenho vários "laboratórios" que observo todo o dia. Já sinto a resposta, (infelizmente a resposta implica na solidão espiritual feminina) mas não conseguia articular um texto sobre isso.

Coincidentemente, hoje entrei num blog. Nesse blog, escrevi um coment que me fez ter um insight.: " A sensibilidade nos homens é uma ferida que tem que ser aberta". Talvez nas mulheres, essa ferida exista sempre.

A sensibilidade é invasiva. Os homens não gostam de ser invadidos, tanto física como emocionalmente.

Sentem como se fosse uma coisa pouco digna se deixarem invadir. Seja pelo sentimento, pela dor, pelo dedo ou por qualquer outra coisa. Quando vc se deixa invadir, vc está indefeso, e os homens não gostam da dor. Não gostam porque não conhecem e nem querem conhecer. Estão satisfeitos com amores leves, companheirismo, cosquinhas na ponta do pau. É estranho.

Claro que não escrevo isso porque acho que o mundo dever ser concavo. Não! É só uma constatação. A constatação de que os homens não se sentem a vontade com nada que os invada. Até porque essa não deve ser a função deles.

Mas é engraçado visualizar isso. Se a mulherada percebesse logo, talvez tivesse menos expectativas quanto aos nossos companheiros de jornada.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 09:36:08
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O Blog de Deus

Meus queridos, fiquei agradavelmente surpresa quando entrei no blog desse rapaz*. (não que a minha opinião valha muita merda, principalmente pra Gódi)

Ele deixou um coment há uns tempos atrás e eu depois de muita relutância fui lá dar uma conferida. Relutância, porque quem me conhece sabe que a minha cota religiosa ficou junto com o colégio de freiras que eu fiz há 14 anos atrás. Fiquei com medo de que fosse algum blog meigo com mensagens cristãs.

Se existe uma coisa que eu não respeito, ou melhor, não entendo muito, são os dogmas e a linguagem das religiões judaico-cristã.

Mas esse blog valeu a pena. Tá indicado o link. A sessão de perguntas é deliciosa.:

minha vida tá horrível.

Minha vida tá horrível, perdi o emprego, minha namorada me chifrou com outro, e hoje, meu pai revelou que é gay? Onde estás Deus? que não me ajuda?


Resposta: Cara, tua vida tá uma merda mesmo, hein? faz o seguinte... esse papo vai ser longo, meta um balaço na cabeça e vem aqui falar comigo pessoalmente.

Gódi
blogdedeus@bol.com.br

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Escrito Certo, por Linhas Tortas por: Deus às 02:09 AM
[
(4) Dizimistas Fiéis] [ Pregue a Palavra ]

Enjoy yourself!

*P.S.: É muita pretenção minha chamar Gódi de "rapaz", mas que que eu posso fazer, eu sou folgada mesmo, até com Ele.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 09:13:13
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Ana Paula na vida

"Nosso poder pessoal e nossa energia vêem da aceitação e integração dos nossos diferentes eus. Se há muito tempo está fora de sua casa, do seu interior, volte para ele o mais rápido possível." Runa Uruz

 

Não poderia ser mais explícito. Só não consigo imaginar como juntar o En Baoli e o Virtuosa numa coisa só. Gosto deles cindidos.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 13:15:46
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Ana Paula na cozinha

....Sé...?

....alô, Ana? Eu ainda tô aqui na loja!

...tá, tudo bem, eu sei, só quero te fazer uma pergunt...

...calma Ana, o Arnaldo já tá chegando, a gente já tá saindo...

...tá sérgio, eu só quero perguntar uma coi...

...já tamo saindo só falta pendurar uma plac...

...TÁ SÉRGIO, MELECA, ME ESCUTA: O QUE QUE ERA AQUELA COISA QUE TAVA NO FREEZER QUE PARECIA BATATA????

...AH, aquilo era o que tinha sobrado do pudim, eu congelei para faz...

...tá, eu só quero saber se vc tinha alguma apego emocional com aquilo, porque eu acabei de refogar pensando que era batata.

(pausa de processamento...)

HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAH

... com shoyo e tudo mais...

...mais aquilo é doce!!!!!

....é, agora eu sei.

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 23:46:53
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Mario Lanza - Dicitencello vuie

Meu Deus!! Essa é a música para se ouvir dentro da orelha, rasgando.....

A voglio bene, A voglio bene assaie, dicitencello vuie, ca nun m'a scordo maie....



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 15:52:35
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Qual a sua cor?

É estranho. Escolho a cor de qualquer um com tranquilidade. Parece que o fato de associar uma cor a um aspecto (o aspecto que eu conheço) de cada um, me deixa confortável.

Mas, é dificil escolher a sua. Pensei no vermelho, mas não te vejo vermelho, apesar de ser uma cor que aprendi a gosta por conta sua. O azul, bom, o azul é brando demais. Sonhador demais, delicado demais para sua personalidade precisa. O amarelo nem passou pela minha cabeça. Não sei porque. Talvez pela sua aversão aos holofotes, à atenção das pessoas...Então visto tuas letras com o mesmo verde terra que saíste hoje!

Não é a cor mais bonita, mas a que me deixa um pouco mais a vontade: tão verde quanto eu, tão pratico e centrado quanto a terra. Por enquanto é assim que vou te mostrar. Não estou certa se esta cor muda, pode ser que mude em milhões de cores que eu não consigo perceber.... E não quero estar insensível a essa mudança...

Me ensina a ver todas as suas cores???



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 08:48:42
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Ê!!! agora tenho espelho em casa!!!!!

Bom, nem vale muito a pena contar a saga das persianas que me deram um tanto de trabalho no domingo...Tudo bem, a "periquita descontrol" passou... Agora "só" me resta trocar a que falta errada e instalar.

Mas os espelhos já estão instalados!!!!! Tem um no banheiro e um atrás da porta do quarto...eeeeeeeeeeehhhhhh!!!! Mas por que eu sou mais bonita no espelho da Marisa? A vida é cheia de mistérios!!!!

E o Sérgio tá qui me olhando com cara de pena:

"Coitada, como os virginianos sofrem....."



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 08:28:51
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33-66-FF

Precisava deixar registrado aqui de alguma forma essa falta. Uma falta que não faço idéia de onde vem, mas que toca o fundo da minha alma. Uma falta que agora só você atenua. Por mais que seja transitório, (a vida é feita de escolhas felizes por mais que a gente não tenha consciencia no momento) você atenua.

Fica perto. olha pra mim. É suficiente.



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 13:32:05
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Buk

Como eu havia prometido estou linkando o "Notas de um velho Safado". E estou aproveitando para comentar que esse ano eu li pela primeira vez o Charles Bukowski. Pesaaaaaaado. Mas eu adorei. Sabe o tipo de leitura que te marca. Vira e mexe eu vejo alguma coisa que me lembra o espirito do livro ou as figuras de linguagem que ele usava. Sem contar que ele era leonino que nem meu pai e chegado numa manguacinha. Só espero que meu pai chegue aos 73. Pelo menos.

Tem situações lá na empresa onde eu trabalhava que me fazem lembrar do "esmagador de culhões". Eu já falei pro Sérgio procurar, que em algum lugar daquela empresa deve ter alguma salinha fechada que a gente pensa que é deposito e na verdade é A sala. Eu prefiro pensar que as pessoas são submetidas contra a vontade ao esmagador de culhões para proferir pérolas como :"É, eu preciso do meu emprego não posso ficar reclamando assim de não terem terminado a obra na loja um dia antes da inauguração"... Que elas no estado normal não fariam um comentário como esse.

Báh, anyway. Fica aqui registrada a minha simpatia ao Velho Safado. E desde de quando ser autêntico é ser safado? hein hein hein?

 



Escrito por ¶÷ ±¦Àö às 09:41:01
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